ARMA DE FOGO APREENDIDA
Defesa de Bolsonaro ao STF: ex-presidente não está impedido de ter arma em casa
Advogados de Jair Bolsonaro afirmam ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente possui registro regular da arma apreendida com um segurança e que o armamento estava em conserto devido a falha mecânica.
{"blocks":[{"key":"12345","text":"A defesa de Jair Bolsonaro comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 17/06/2026, que o ex-presidente não está impedido de manter uma arma de fogo em sua residência. A manifestação ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, solicitar esclarecimentos sobre a apreensão de um armamento que estava com um segurança do ex-presidente durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).","type":"paragraph"},{"key":"67890","text":"Segundo o documento enviado à Corte, a arma em questão, uma pistola Glock 9 milímetros, está devidamente registrada em nome de Bolsonaro e possui o respectivo Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf). A defesa argumentou que o ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar, pediu ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que integra sua equipe particular, para levar o armamento para conserto. Bolsonaro teria constatado que o mecanismo da arma não funcionava corretamente, apresentando uma falha que impedia seu pleno funcionamento sem a necessidade de disparo.","type":"paragraph"},{"key":"abcde","text":"O posicionamento da defesa busca esclarecer que a posse da arma não infringe as condições de sua prisão domiciliar e que a decisão de Alexandre de Moraes no processo da trama golpista, no qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão, não incluiu a apreensão de seus armamentos ou o cancelamento de seus registros. Conforme a defesa, Bolsonaro não se encontrava em situação irregular.","type":"paragraph"},{"key":"fghij","text":"A arma foi interceptada na noite de segunda-feira, 15/06/2026, quando um Honda Civic foi abordado em um bloqueio na região do Pistão Norte, em Taguatinga. O condutor, identificado como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), declarou que o armamento pertencia ao ex-presidente. Um carregador sobressalente da pistola também foi localizado. O motorista foi levado a uma delegacia, onde explicou que a arma lhe foi entregue para reparo após apresentar uma pane e que seria devolvida no dia seguinte.","type":"paragraph"},{"key":"klmno","text":"A defesa também relembrou que, após o incidente com a tornozeleira eletrônica no ano passado, a arma havia sido retirada da posse direta de Bolsonaro. Na ocasião, mesmo possuindo o armamento legalmente, medicações psiquiátricas em uso teriam levado sua equipe de segurança a remover o percussor da pistola, tornando-a inoperante, sem o conhecimento prévio do ex-presidente.","type":"paragraph"}]}
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