ELEIÇÕES NO EXTERIOR

De Lisboa a Pyongyang: o mapeamento do voto brasileiro no exterior

Infográfico sobre a distribuição do eleitorado brasileiro no exterior.
Eleitorado brasileiro no exterior apresenta maior concentração de mulheres e nível de escolaridade elevado.

Os Estados Unidos e Portugal consolidam-se como os principais polos do eleitorado brasileiro fora do país, revelando um perfil de eleitor mais escolarizado.

A Justiça Eleitoral atualizou os dados sobre o eleitorado brasileiro que reside fora do país, consolidando um retrato detalhado de onde estão os cidadãos aptos a exercer o direito ao voto no exterior. O levantamento reflete a expansão da presença brasileira em nações como Portugal e Estados Unidos, sendo uma referência técnica para a logística e o planejamento das votações. A distribuição geográfica dos brasileiros mudou significativamente nos últimos quatro anos. Lisboa, em Portugal, registrou o maior salto em números absolutos, passando de 45,3 mil para 78,8 mil eleitores, um crescimento de 74,1%. Esse fenômeno é impulsionado pelo fluxo migratório, com brasileiros ocupando posição de destaque entre os estrangeiros residentes em território português, conforme dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Embora Portugal lidere no ritmo de expansão, os Estados Unidos mantêm o posto de país com a maior quantidade total de eleitores cadastrados, somando 265.437 pessoas. Ao todo, os dez maiores locais de votação concentram 46,2% de todo o eleitorado fora do Brasil, demonstrando uma forte tendência de centralização em polos urbanos estratégicos. Além dos destinos tradicionais, a presença de cidades como Nagóia e Tóquio, no Japão, reforça a capilaridade da comunidade brasileira. Por outro lado, localidades como Pyongyang, na Coreia do Norte, e Dacca, em Bangladesh, exemplificam a dispersão global, com registros de apenas um eleitor por seção. O perfil do eleitor no exterior diverge da média nacional em aspectos demográficos e sociais. As mulheres representam 57% do total, enquanto o nível de escolaridade é notavelmente superior: 52% dos votantes possuem ensino superior, contra 17% no Brasil. O analfabetismo é residual, atingindo apenas 0,12% dos registros. A faixa etária predominante situa-se entre 30 e 54 anos, consolidando um grupo formado majoritariamente por adultos em idade produtiva.

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