CÁLCULO POLÍTICO
Davi Alcolumbre defende Jaques Wagner após operação da PF
Presidente do Senado se manifesta publicamente em apoio ao colega, alvo da Polícia Federal. Análise aponta estratégia de reciprocidade e sinalização ao Planalto.
{"blocks":[{"key":"2k8a3","type":"paragraph","data":{"text":"O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou publicamente apoio ao senador Jaques Wagner (PT-BA) na quinta-feira, 18 de julho de 2026, após o petista ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A atitude foi interpretada pela analista de Política Isabel Mega como um "gesto calculado" de reciprocidade e como uma comunicação estratégica direcionada ao Palácio do Planalto."}},{"key":"d52f4","type":"paragraph","data":{"text":""Precisamos observar os acontecimentos recentes sob uma ótica mais ampla, pois vemos movimentações direcionadas tanto a Alcolumbre quanto ao PT. Isso reflete um sentimento de unidade na classe política, especialmente dentro do Senado", explicou Mega em entrevista ao Live CNN nesta sexta-feira, 19 de julho de 2026. Ela destacou que Alcolumbre raramente interrompe sessões para comentar casos específicos, ressaltando o ineditismo da sua ação em defesa de Wagner."}},{"key":"5b7f8","type":"paragraph","data":{"text":"O apoio de Alcolumbre é visto como uma retribuição ao suporte que Jaques Wagner ofereceu ao presidente do Senado no início da semana. Na terça-feira, 16 de julho de 2026, Alcolumbre utilizou o Plenário do Senado Federal para se defender de acusações veiculadas pela revista Veja, relacionadas ao caso Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na ocasião, ele recebeu apoio de diversas legendas, incluindo o PT e o PL."}},{"key":"1a9c2","type":"paragraph","data":{"text":"Além da dimensão de reciprocidade pessoal, o gesto de Alcolumbre sinaliza ao Palácio do Planalto o interesse em um diálogo direto com o presidente Lula. A relação entre Alcolumbre e o governo federal tem sido marcada por tensões, agravadas por desentendimentos anteriores com Jaques Wagner e pela rejeição à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal."}},{"key":"3e4d6","type":"paragraph","data":{"text":"Interlocutores do Planalto indicam que Lula poderia estar aberto a um encontro com Alcolumbre após seu retorno ao Brasil, seguindo sua participação no G7. A analista Isabel Mega ressaltou que Alcolumbre busca tratar "questões pessoais" com o presidente. Um dos temas na pauta de negociações poderia ser a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa o fim da jornada de trabalho 6x1, atualmente em espera no Senado."}},{"key":"7f8a9","type":"paragraph","data":{"text":"O caso Master continua a influenciar as estratégias políticas para o ano eleitoral. O bolsonarismo, segundo apurou Mega, avalia a situação de Jaques Wagner com cautela, buscando associá-lo a Lula, argumentando sobre a aliança histórica e as raízes do escândalo no PT da Bahia. Por outro lado, aliados de Lula defendem a distinção entre os dois senadores e apontam que Lula não está diretamente implicado nos escândalos, diferentemente de Flávio Bolsonaro e do vazamento de conversas com Vorcaro."}},{"key":"9b1c3","type":"paragraph","data":{"text":"A analista considera o caso Master um "elemento radioativo para a classe política". Outro ponto de atenção é o futuro de Jaques Wagner como líder do governo no Senado. Embora houvesse expectativa de que ele pudesse renunciar ao cargo após ser alvo da operação da PF, Wagner declarou em entrevista à Band News na quinta-feira, 18 de julho de 2026, que deixaria a decisão a critério de Lula, com quem teria conversado anteriormente, indicando a intenção de permanecer na função. "É um cálculo muito delicado que precisa ser feito pelo presidente Lula, inclusive passando por qual mensagem ele quer passar", analisou Isabel Mega."}}]},
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