VOZ DO POVO
Datafolha: Lula tem pior avaliação em segurança
Pesquisa de 12 e 13 de maio revela descontentamento em áreas essenciais. Saúde e economia também preocupam.
A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é considerada pior nas quatro áreas que a população brasileira aponta como prioritárias, conforme revelou uma pesquisa Datafolha divulgada neste domingo, 17 de maio de 2026. O levantamento, conduzido entre 12 e 13 de maio, aponta que a segurança pública, saúde, economia e combate à corrupção são os setores onde o descontentamento dos eleitores é mais acentuado. Esse cenário de desafios críticos afeta diretamente a vida dos cidadãos, gerando pressão sobre a gestão federal para ações mais eficazes e influenciando o debate público sobre o futuro do país.
A segurança pública lidera o índice de insatisfação, com 16% da população apontando-a como a área de pior desempenho do governo. Esse dado alarmante reflete o temor e a insegurança vivenciados diariamente por muitos brasileiros. Logo após, a saúde é citada por 15% dos entrevistados, um indicativo da precariedade nos serviços e do sofrimento de quem depende do sistema público. A economia e o combate à corrupção, ambos com 13%, também evidenciam a preocupação com o poder de compra e a integridade das instituições, temas que tocam diretamente o bolso e a confiança dos cidadãos. As demais áreas mencionadas tiveram percentuais abaixo de 10%.
É notável que essas mesmas áreas de descontentamento são também as que a população exige como prioridades para futuras gestões. A saúde, com 34%, desponta como a maior expectativa para o próximo presidente, seguida pela educação (15%), segurança pública (12%) e economia (11%). Este cruzamento de dados demonstra um clamor por atenção urgente a problemas que afligem a vida das pessoas.
O instituto Datafolha conduziu esta ampla pesquisa com 2.004 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 12 e 13 de maio. A metodologia garante precisão, com uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O estudo foi devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00290/2026, conferindo-lhe legitimidade e transparência.
Apesar dos pontos críticos, o levantamento também indica áreas onde a população percebe um desempenho mais positivo. O combate à fome e à miséria é o mais bem avaliado, com 13% das menções, seguido pelo combate ao desemprego (10%) e pela educação (10%). Esses resultados refletem um alívio em aspectos sociais fundamentais, que impactam diretamente a dignidade e as oportunidades das famílias.
Detalhes da pesquisa revelam disparidades significativas na percepção. A insatisfação com a saúde, por exemplo, é mais acentuada entre as mulheres (19%) do que entre os homens (11%). Esta diferença de percepção pode indicar que as mulheres sentem mais intensamente as deficiências no sistema de saúde, talvez por seu papel central nos cuidados familiares. Neste recorte de gênero, a margem de erro é de três pontos percentuais.
A análise por faixa etária também oferece nuances importantes. Jovens entre 16 e 24 anos expressam maior preocupação com a economia, com 21% apontando-a como a área de pior desempenho. Para essa geração, a perspectiva de emprego e estabilidade financeira é uma angústia constante. Em contraste, apenas 5% dos entrevistados com 60 anos ou mais mencionam a economia como o principal problema, evidenciando diferentes prioridades e vivências. As margens de erro para estas faixas etárias são de seis e cinco pontos percentuais, respectivamente.
Mesmo entre os eleitores que declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a insatisfação é palpável: 18% citam a segurança pública como principal problema, enquanto 14% apontam a saúde e 10% o combate à corrupção. Já entre os apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o combate à corrupção se destaca como a pior área do governo (17%), seguido de perto pela economia (16%), segurança (14%) e saúde (14%). Esses dados revelam que as preocupações com o desempenho governamental transcendem as preferências partidárias.
O contexto político se adensa com outros dados Datafolha, divulgados no sábado, 17 de maio de 2026, que posicionam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL) como os pré-candidatos à Presidência com os maiores índices de rejeição. O levantamento indica que Lula é rejeitado por 48% dos eleitores, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 46%. Essa alta rejeição entre os dois nomes com maior destaque no cenário eleitoral projeta um desafio complexo para as futuras campanhas.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário