CUSTO DA CONSTRUÇÃO SOBE NO RN
Custo da construção civil no Rio Grande do Norte avança 1,1% em maio e atinge maior patamar do ano
Indicador CUB/RN registra o quarto aumento consecutivo em 2026, pressionando construtoras e investidores.
{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"O custo da construção civil no Rio Grande do Norte apresentou uma elevação de 1,1% em maio, atingindo o maior patamar do ano, em R$ 2.105,30 por metro quadrado. Este é o quarto aumento consecutivo registrado em 2026 pelo Custo Unitário Básico da Construção (CUB/RN), principal índice de referência do setor, evidenciando uma pressão contínua sobre construtoras, incorporadoras e investidores."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Divulgado mensalmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN), o CUB/RN é fundamental para a elaboração de orçamentos, planejamento financeiro de empreendimentos e reajustes contratuais, servindo como termômetro para a evolução dos custos dos insumos na atividade construtiva."}},{"type":"image","data":{"url":"https://agorarn.com.br/files/uploads/2026/06/Construcao-Civil-1-830x468.jpg","caption":"Representação visual do impacto do aumento do Custo Unitário Básico (CUB) na construção civil.","alt":"Custo da construção civil no Rio Grande do Norte aumenta em maio de 2026.","withBorder":false,"stretched":false}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A sequência de altas ao longo do ano, segundo o Sinduscon-RN, reflete um conjunto de fatores que pressionam a cadeia produtiva. Entre eles estão os custos de materiais, mão de obra, transporte, energia e logística, além de impactos indiretos de oscilações econômicas e geopolíticas no mercado nacional."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Sérgio Azevedo, presidente do Sinduscon-RN, ressalta a necessidade de atenção dos agentes do setor diante do cenário de incertezas econômicas e aumento dos custos operacionais. "Observamos um ambiente de aumento de custos que tem sido influenciado tanto por fatores internos da economia brasileira quanto por fatores externos, incluindo as recentes tensões internacionais e seus reflexos sobre combustíveis, energia e logística. É um cenário que exige planejamento e atenção por parte de toda a cadeia produtiva da construção", declarou."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A defasagem entre os valores previstos e os custos atuais preocupa especialmente em contratos de longo prazo, como obras públicas e empreendimentos privados orçados em patamares inferiores. Azevedo explica que essa disparidade pode comprometer a execução de projetos e a sustentabilidade financeira das empresas. "Em muitos casos, os custos têm avançado em ritmo superior ao inicialmente previsto nos contratos, o que gera desequilíbrios que precisam ser tratados com agilidade. É importante que existam mecanismos céleres de reequilíbrio contratual para garantir a continuidade dos investimentos e a execução das obras", enfatizou."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A evolução dos custos trabalhistas também é um ponto de atenção, considerando que a construção civil é um setor intensivo em mão de obra. "A construção civil é uma atividade intensiva em mão de obra. Por isso, qualquer mudança estrutural nas relações de trabalho precisa ser acompanhada com atenção para que seus impactos sobre custos, produtividade, competitividade e geração de empregos sejam adequadamente avaliados", disse Azevedo."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O avanço do CUB ocorre em um momento de retomada gradual da atividade imobiliária no País, impulsionada por programas habitacionais e investimentos em infraestrutura. Contudo, a persistência da pressão sobre os custos se mantém como um dos principais desafios, exigindo equilíbrio entre rentabilidade, competitividade e cronogramas de obras."}}]}
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