GUERRA NA UCRÂNIA
CSIS aponta 1,4 milhão de baixas russas na Guerra da Ucrânia
Estudo divulgado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) dos Estados Unidos estima mais de 450 mil mortes de militares russos. Perdas superam conflitos desde a Segunda Guerra Mundial.
O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede nos Estados Unidos, divulgou um estudo nesta quinta-feira, 02/07/2026, que aponta um número alarmante de baixas russas desde o início da invasão à Ucrânia em fevereiro de 2022. A pesquisa estima que a Rússia acumulou aproximadamente 1,4 milhão de baixas, um número que engloba militares mortos, feridos e desaparecidos.
Desse total, entre 400 mil e 450 mil soldados russos teriam morrido em combate. O estudo do CSIS classifica essa magnitude de perdas como o maior volume sofrido por uma grande potência em conflito desde a Segunda Guerra Mundial. As mortes russas na Ucrânia, segundo o levantamento, superam em mais de nove vezes o total registrado pela União Soviética e pela própria Rússia em todas as guerras travadas após 1945.
Em comparação, a Ucrânia também sofreu perdas significativas, estimadas entre 525 mil e 625 mil baixas, incluindo mortos, feridos e desaparecidos. A guerra, com sua brutalidade e volume de vítimas, aproxima-se de superar as perdas da batalha de Stalingrado, um dos confrontos mais sangrentos da história, que totalizou cerca de 2 milhões de vítimas entre militares e civis.
O desgaste das tropas russas atingiu um ponto crítico, comprometendo a capacidade do país de repor seus efetivos. O estudo indica que em 2026 a Rússia registra entre 30 mil e 34 mil baixas mensais, enquanto a capacidade de recrutamento alcança apenas cerca de 27 mil novos soldados no mesmo período, evidenciando um déficit preocupante na reposição de pessoal.
Apesar de manter a iniciativa no campo de batalha, o avanço das tropas russas desacelerou drasticamente. Nas frentes de combate mais importantes, a progressão diária das tropas varia entre 50 e 90 metros, uma velocidade comparável às ofensivas mais lentas da Primeira Guerra Mundial. A combinação de trincheiras, extensos campos minados, obstáculos antitanque e o uso intensivo de drones transformou áreas significativas da frente de batalha em zonas de altíssimo risco, impedindo avanços rápidos e custando caro em vidas.
O cenário recente revela uma mudança no equilíbrio do conflito. Entre abril e maio de 2026, a Rússia registrou uma perda territorial líquida de aproximadamente 400 quilômetros quadrados, a primeira desde agosto de 2024. Paralelamente, a Ucrânia intensificou ataques a infraestruturas críticas em território russo, incluindo refinarias, depósitos de combustível, fábricas de armamentos, bases militares e centros logísticos. Esses ataques, que já atingem cidades como Moscou e São Petersburgo, impactam a infraestrutura militar e energética da Rússia, conforme aponta o estudo.
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