SAÚDE EM FOCO
Criança internada em Natal após contato com detergente recebe alta médica
Menina de 10 anos, atendida após suspeita de contaminação, deixa hospital em Natal. Investigação sobre lote de detergente suspenso pela Anvisa prossegue.
Um caso que mobilizou a atenção em Natal, no Rio Grande do Norte, chegou a um desfecho parcial com a alta médica de uma criança de 10 anos, internada por suspeita de contaminação após contato com um detergente. A menina, que deu entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Pajuçara e posteriormente foi transferida para o Hospital Infantil Varela Santiago, recebeu alta nesta quarta-feira, 20/05/2026. Apesar da liberação hospitalar, o resultado dos exames que apuram a causa da condição da criança ainda não foi divulgado, e o caso segue sob investigação da vigilância epidemiológica. O hospital confirmou a alta e informou que detalhes médicos são restritos à família. O incidente ganhou contornos de investigação sanitária quando a família da menor apresentou, na UPA, um frasco de detergente da marca Ypê, de lote específico (final 1). Essa coincidência ocorreu em paralelo à suspensão, pela Anvisa, da fabricação, comercialização e venda de lotes com final 1 de lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes da Ypê. A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária foi motivada por uma inspeção que detectou falhas críticas na produção, com potencial de contaminação microbiológica dos produtos. Um familiar relatou que a criança teve contato com o produto no dia 6 de maio, apresentando manchas na pele no mesmo dia, o que levou à busca por atendimento médico. Associou-se o ocorrido à nota sobre o possível problema no sabão, embora a família aguarde os exames para confirmar a ligação. A responsabilidade pela fiscalização desses produtos em Natal recai sobre a Vigilância Sanitária Municipal, conforme comunicado pela Sesap. A Suvisa (Sistema de Informação em Vigilância Sanitária) informou que não houve apreensão de produtos do lote em questão em outras instâncias. A Anvisa, em ação conjunta com órgãos paulistas, identificou 76 irregularidades na empresa Ypê durante inspeção entre 27 e 30 de abril de 2026. Falhas em sistemas de controle de qualidade e garantia sanitária foram apontadas como descumprimento das Boas Práticas de Fabricação, com risco de contaminação. A agência orienta que consumidores com produtos dos lotes afetados interrompam o uso e contatem o SAC da empresa para obterem orientações sobre recolhimento ou substituição. A Ypê informou que colabora com a Anvisa e apresentou um plano de ação. A empresa reforça a suspensão da distribuição e comercialização dos itens em questão e orienta que os produtos sejam segregados e não utilizados até nova deliberação da Anvisa, oferecendo também ressarcimento aos consumidores.
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