TRAGÉDIA NA ESTRADA

Corpos de vítimas de acidente na BR-040 chegam a Belo Horizonte

Ônibus acidentado na BR-040 sendo destombado por equipes de resgate.
Ônibus foi destombado na manhã deste domingo — Foto: Reprodução/TV Globo

Dez mulheres perderam a vida após o tombamento de um ônibus clandestino na Serra de Petrópolis; investigações sobre as causas seguem em curso.

Os corpos das vítimas do grave acidente com um ônibus na BR-040, na Serra de Petrópolis, no Rio de Janeiro, chegaram a Belo Horizonte durante a madrugada desta terça-feira (18). O translado foi concluído para que os restos mortais fossem encaminhados a funerárias da Região Metropolitana da capital mineira, onde familiares e amigos prestam as últimas homenagens ao longo do dia.

A tragédia ocorreu na madrugada de domingo (16), no km 91 da rodovia, durante a descida da Serra de Petrópolis. O coletivo, que havia partido de Belo Horizonte na noite de sábado (15) com destino a Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, tombou em um trecho que, segundo a concessionária responsável, estava sinalizado por obras.

A colisão vitimou dez mulheres, incluindo uma jovem grávida de 19 anos e uma criança de sete anos. O impacto da perda é sentido profundamente na Vila Acaba Mundo, de onde eram as vítimas Priscilla de Souza Braz, de 33 anos, sua sobrinha Lavinia Eduarda Souza Dias, além de Luciana Ferreira Carvalho e sua filha, Jhennifer Ferreira Carvalho. A morte de Jhennifer, reconhecida na comunidade por seu trabalho como cabeleireira, gerou uma onda de comoção e luto entre os moradores locais.

Além das mortes, mais de 20 pessoas ficaram feridas. Três passageiros foram transferidos para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, após passarem pelos primeiros atendimentos no Rio de Janeiro. De acordo com a Fhemig, dois pacientes já receberam alta, enquanto um terceiro segue sob cuidados médicos, aguardando procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil de Petrópolis conduz a investigação para determinar as circunstâncias exatas do tombamento. O veículo, pertencente à empresa Estrela Guia Turismo, operava sem a devida autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), configurando a viagem como um transporte clandestino de passageiros.

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