MISSÃO HUMANITÁRIA CONCLUÍDA

Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais encerra missão humanitária na Venezuela

Membros do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e outros estados brasileiros durante missão humanitária na Venezuela.
Militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) em operação de resgate na Venezuela.

Após 14 dias de operações em áreas atingidas por terremotos, 71 militares retornam ao Brasil em aeronave da FAB após localizar 23 vítimas nos escombros.

A equipe brasileira de busca e resgate concluiu as operações de socorro na Venezuela nesta sexta-feira, 10/07/2026, encerrando um ciclo de 14 dias de atuação em cenários de destruição causados por uma série de terremotos. O impacto da força-tarefa, que resultou na localização de 23 vítimas sob escombros, trouxe um fio de esperança e resposta técnica imediata para as famílias das mais de 3.800 pessoas que perderam a vida no desastre.

A força-tarefa foi composta por 71 bombeiros especialistas, sendo 31 militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), além de efetivos de São Paulo e Paraná. O grupo, que incluiu os cães de busca Logan e Áquila, realizou 90 intervenções focadas nas localidades de Caraballeda e Punta de La Guaira. O trabalho foi interrompido apenas quando a probabilidade técnica de encontrar sobreviventes diminuiu, levando ao início da desmobilização na noite de 09/07/2026.

O embarque da equipe ocorreu nesta sexta-feira, 10/07/2026, no aeroporto internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, a bordo de uma aeronave KC-30 da Força Aérea Brasileira (FAB). O cronograma de retorno prevê o desembarque inicial em Brasília, seguido por escalas em São Paulo e, por fim, o Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, para o contingente do CBMMG.

Para garantir a eficácia e a segurança da operação, os militares utilizaram aparatos avançados, incluindo detectores de vida, sistemas de iluminação, ferramentas de corte e rompimento, além de materiais para escoramento. A metodologia de trabalho envolveu avaliação criteriosa de estruturas colapsadas e técnicas de triangulação de sinais, assegurando que cada centímetro das áreas afetadas fosse periciado com precisão para minimizar os riscos aos socorristas.

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