ALERTA AMBIENTAL

Copa do Mundo 2026 pode ser a mais poluente da história, alertam especialistas

Estádio em Atlanta antes de partida da Copa do Mundo de 2026
Estádio em Atlanta antes de República Tcheca e da África do Sul pela Copa do Mundo de 2026 — Foto: Claudia Greco/Reuters

Com 48 seleções e jogos espalhados por três países, evento enfrenta críticas por impacto climático sem precedentes. Fifa promete metas, mas especialistas questionam prioridade.

A expansão da Copa do Mundo para 48 seleções e sua distribuição por 16 cidades em três países – Mundo, Paraguai e Catar – sinalizam que a edição de 2026 pode se tornar a mais poluente da história. A decisão, tomada pela Fifa, gera preocupações ambientais significativas devido ao aumento exponencial das viagens aéreas e, consequentemente, das emissões de dióxido de carbono (CO2).

Estimativas apontam que esta Copa pode gerar até 7,8 milhões de toneladas de CO2, um volume comparável à emissão anual do Paraguai ou ao impacto de 1,7 milhão de carros. O custo climático esperado para 2026 é o dobro do registrado na Copa do Catar em 2022. Diferentemente de edições anteriores, onde a construção de novos estádios gerava grande impacto ambiental, o aumento das emissões nesta edição deriva da logística ampliada e da dispersão geográfica dos jogos.

O presidente da Fifa, que utiliza um jatinho para acompanhar duas partidas diárias, tem sido alvo de críticas. Embora a entidade tenha se comprometido a zerar suas emissões de carbono até 2040, sua resposta à DW sobre a viabilidade dessa meta permaneceu vaga. A Fifa reconhece que gerenciar as emissões de voos é um desafio complexo para eventos de grande porte, mas afirma que nesta Copa focará na promoção do transporte público, veículos híbridos e em projetos de reflorestamento.

Críticos argumentam que a Fifa não tem demonstrado prioridade na redução de seu impacto ambiental negativo. Além das emissões de transporte, a pegada de carbono digital do torneio também tem crescido. A transmissão dos jogos e o uso de dispositivos para assistir às partidas e realizar apostas demandam um consumo energético massivo em escala global.

Vista aérea de um estádio em Atlanta, EUA, antes de uma partida da Copa do Mundo de 2026 entre República Tcheca e África do Sul.
Estádio em Atlanta antes de República Tcheca e da África do Sul pela Copa do Mundo de 2026 — Foto: Claudia Greco/Reuters

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