DECISÃO ENERGÉTICA

Conselho Nacional de Política Energética decide sobre aumento do etanol na gasolina nesta quarta-feira, 08 de julho de 2026

Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em evento.
Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, preside o Conselho Nacional de Política Energética.

Reunião do CNPE, presidida pelo Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, definirá a elevação da mistura do etanol na gasolina de 30% para 32% (E32). A medida visa aumentar a segurança energética e reduzir a dependência de importações.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deliberará sobre o aumento da mistura de etanol na gasolina para 32% (E32) em sua reunião marcada para esta quarta-feira, 08 de julho de 2026. A decisão, que aguarda aprovação do colegiado presidido pelo Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), representa um passo significativo para a segurança energética do Brasil.

A medida, que eleva a mistura obrigatória do biocombustível de 30% para os atuais 32%, tem como objetivo primordial reduzir a dependência do país na importação de combustíveis. Segundo estimativas governamentais, a mudança pode significar a diminuição de cerca de 450 milhões de litros na importação de gasolina em um cenário de instabilidade internacional, como a guerra no Irã, que impacta o mercado de combustíveis no Oriente Médio.

Alexandre Silveira confirmou, em declarações à imprensa nesta sexta-feira, 03 de julho de 2026, em Belo Horizonte (MG), que a expectativa é avançar para o E32. O tema já esteve na pauta de reuniões anteriores do CNPE, mas foi adiado por três vezes. As primeiras remarcações ocorreram em maio, sendo uma delas cancelada devido a compromissos do ministro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma nova tentativa de deliberação, marcada para 24 de junho, também foi suspensa na véspera, com o Ministério de Minas e Energia alegando “motivos de agenda”.

O avanço para o E32 conta com amplo apoio de diversos setores governamentais e do segmento de biocombustíveis. Congressistas, associações e empresas têm intensificado a pressão pela adoção imediata da medida, argumentando que ela fortalece a autossuficiência nacional em combustíveis. A aprovação no CNPE é vista como uma formalização de uma decisão já publicamente defendida pelo presidente Lula e por ministros da Esplanada, consolidando a importância do etanol na matriz energética brasileira e mitigando vulnerabilidades externas.

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