PROIBIÇÃO MÉDICA
Conselho Federal de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos após mortes e complicações graves
Decisão do CFM entra em vigor nesta terça-feira (02) e restringe aplicação da substância, com exceção para tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou a proibição do uso do polimetilmetacrilato (PMMA) como substância preenchedora em todo o Brasil, tanto para finalidades estéticas quanto reparadoras. A medida, anunciada em nota oficial na sexta-feira, 29 de maio, reflete a preocupação com os graves riscos à saúde e à vida associados à aplicação do produto, culminando em diversas mortes e complicações severas.
A proibição entra em vigor nesta terça-feira, 02 de junho. A única exceção permitida é para o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids. Nesses casos, a aplicação deverá ser realizada exclusivamente em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e seguir estritamente os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. A decisão busca resguardar a dignidade e o direito à saúde dos cidadãos, priorizando a segurança em procedimentos médicos.
A deliberação do CFM surge como resposta a uma série de incidentes trágicos. Em 2024, a influenciadora Aline Ferreira faleceu após complicações decorrentes da aplicação de PMMA nos glúteos, mesmo após nove dias de internação. No ano anterior, Adriana Barros Lima Laurentino, de 46 anos, morreu em Recife horas após se submeter a um procedimento estético com a mesma substância, vindo a óbito em sua residência. A investigação sobre a morte de Adriana levou à prisão preventiva do médico Marcelo Alves Vasconcelos pela Justiça de Pernambuco em abril deste ano. Mais recentemente, em 26 de maio, Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira também não resistiu a complicações após um procedimento em um consultório médico na zona sul de São Paulo.
A decisão do Conselho Federal de Medicina visa coibir práticas de risco que atentam contra a integridade física e a vida, garantindo que procedimentos médicos sejam realizados com responsabilidade e segurança, minimizando o impacto devastador na vida dos indivíduos e de suas famílias.
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