TRAGÉDIA HUMANITÁRIA INFANTIL
Conflito no Sudão deixa 330 crianças mortas ou feridas em 2026
Dados do Unicef revelam o custo humano da guerra entre o Exército e as Forças de Apoio Rápido, com aumento preocupante de ataques a áreas civis.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) confirmou que ao menos 330 crianças perderam a vida ou sofreram ferimentos graves devido ao conflito armado no Sudão, conforme balanço divulgado neste sábado, 11/07/2026. A contabilidade trágica reflete a escalada da violência entre o Exército do Sudão e as Forças de Apoio Rápido (FAR), que transformou lares, escolas e mercados em zonas de risco constante para os mais vulneráveis.
Sheldon Yett, diretor do Unicef no Sudão, ressaltou em comunicado oficial que a proteção básica da infância foi rompida, com menores sendo atingidos enquanto tentam acessar direitos fundamentais, como saúde e educação. A situação é agravada pelo uso recorrente de drones, tecnologia responsável por 60% das vítimas infantis na região central de Kordofan.
A crise, iniciada em 15 de abril de 2023 devido a uma disputa de poder entre o general Abdel Fattah al-Burhan e o comandante Mohamed Hamdan Dagalo, já deslocou cinco milhões de crianças. O cenário em El Obeid é crítico: a ONU emitiu um alerta vermelho diante da possibilidade de uma ofensiva em larga escala das Forças de Apoio Rápido, temendo a repetição das atrocidades ocorridas em Al-Fashir, em outubro de 2025.
Além da ameaça física direta, o país enfrenta uma crise de fome sem precedentes, que atinge mais de 825 mil crianças menores de cinco anos em estado de desnutrição aguda grave. A persistência do conflito, que já dura mais de três anos, continua a devorar o futuro da nação sudanesa sob o olhar impotente da comunidade internacional.
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