META LEGAL DE SANEAMENTO

Confea defende equilíbrio econômico para universalização do saneamento

Placa do Confea com prédio institucional ao fundo.
Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) busca equilibrar investimentos em saneamento básico no Brasil.

Conselho Federal de Engenharia e Agronomia aponta disparidades regionais e perdas de água como entraves para cumprir metas até 2033. Plataforma revela índices de infraestrutura.

[ { "type": "paragraph", "props": {"content": "O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) avalia que um maior equilíbrio na distribuição dos investimentos entre regiões e municípios é fundamental para o cumprimento das metas de universalização dos serviços de água e esgoto, estabelecidas no Marco Legal em 2020. Faltando sete anos para o prazo final de 2033, o avanço na cobertura destes serviços essenciais levanta dúvidas.", "align": "left"} }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "Segundo Alexandre Borsato, assessor da presidência do Confea, a equalização dos investimentos é crucial, especialmente para localidades com menor atratividade econômica. "A gente tem um indicador que mede qual é o valor per capita que o país precisa investir, cada estado precisa investir, para poder trazer os resultados do marco do saneamento (...) estamos falando de algo em torno de R$ 230 por pessoa, por ano. E esse valor, tem alguns estados que esse valor não passa de R$ 10,00. Então a gente tem uma dificuldade muito grande de equalizar isso", explicou durante um evento da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) nesta quarta-feira, 21/05/2026.", "align": "left"} }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "As perdas de água na distribuição também são um ponto de atenção. No Rio Grande do Sul, por exemplo, aproximadamente 40% da água distribuída se perde. "Quando a gente olha a distribuição de água, as perdas de água na distribuição, a gente percebe que o estado está equiparado a uma média nacional (...) Então, quando a gente começa a identificar que nos últimos 15 anos esse índice não teve nenhuma tendência de queda e um marco legal de saneamento, em 2033, daqui a 7 anos, ele determina que essa média seja de 25%, ou seja, se hoje eu estou em 40% e ele só aumenta, qual é a perspectiva que eu tenho de chegar a 25% daqui a 7 anos", observou Borsato. Ele alertou que, sem mudanças significativas, "o resultado vai ser exatamente o mesmo".", "align": "left"} }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "O estado, apesar de ser o quinto maior gerador de riqueza do país, apresenta índices baixos de coleta e tratamento de esgoto, recolhendo apenas 34,7% e tratando 25,4% do volume gerado, respectivamente. Diante desse cenário, a Aegea, responsável pelas operações em 317 municípios do Rio Grande do Sul após a privatização da Corsan, busca triplicar sua cobertura atual para atingir as metas estabelecidas.", "align": "left"} }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "Em março de 2026, o Confea lançou uma plataforma que compila índices de infraestrutura de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. O presidente da entidade, Vinicius Marchese, destacou o atraso geral do país em infraestrutura, um fator que pode gerar problemas em "futuro breve".", "align": "left"} }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "No saneamento, a nota geral do país foi de 55,20. O Distrito Federal liderou o ranking estadual com 80,19, seguido pelo Paraná (76,29) e Santa Catarina (73,85). Os estados com as piores avaliações foram Acre (11,28), Maranhão (18,85), Pernambuco (31,02), Bahia (39,74) e Pará (40,72).", "align": "left"} } ]

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