DECISÃO IMPÕE RESTRIÇÕES
Conar suspende depoimentos de bets em transmissões da CazéTV
Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária determina retirada de influenciadores e narradores incentivando apostas. Mudanças já são adotadas pela CazéTV.
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) decidiu, em caráter liminar, suspender anúncios com depoimentos de influenciadores e integrantes da transmissão da CazéTV que promoviam casas de apostas durante os jogos da Copa do Mundo de 2026. A decisão, tomada nesta segunda-feira, 28/06/2026, atende a reclamações de consumidores preocupados com o impacto dessas publicidades. O motivo é que as propagandas teriam ultrapassado a divulgação comum de marcas, incentivando o público a realizar apostas por meio de chamadas promocionais e ofertas específicas, o que afeta diretamente a decisão de consumo e a vulnerabilidade de alguns espectadores.
As publicidades em questão, exibidas nas transmissões da emissora da LiveMode, que detém os direitos de todos os jogos do torneio, envolviam as plataformas KTO, Betnacional e Bet365. A medida visa garantir uma publicidade mais ética e responsável, protegendo a dignidade e o discernimento do consumidor diante de apelos comerciais agressivos.
Entre os episódios que motivaram a ação, o Conar citou uma campanha da Betnacional durante a partida entre Argentina e Áustria, que divulgou odds promocionais e uma mensagem de “segunda chance”. Outro caso apontado foi a participação do narrador Galvão Bueno, que, no jogo entre Inglaterra e Gana, convidou espectadores a acessar a plataforma da empresa por meio de um site ou QR Code. Uma publicidade da KTO, exibida durante o confronto entre Uruguai e Cabo Verde, também foi alvo de análise por incentivar o público a utilizar a plataforma de apostas.
Em resposta à determinação, a CazéTV informou que as mudanças recomendadas pelo Conar já vinham sendo implementadas nos últimos dias. A emissora declarou que passou a adotar uma abordagem mais tradicional nas publicidades de bets durante as transmissões, buscando adequar-se às novas diretrizes e zelar pela conformidade com as normas de autorregulamentação.
A decisão do Conar ainda cabe recurso. A informação é do portal Estadão.
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