INTERNET NAS ESCOLAS

Comissão do Senado aprova ampliar acesso à internet em escolas públicas

Sede do Senado Federal em Brasília.
Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática do Senado Federal.

Proposta condiciona autorizações de serviços de telecomunicações à instalação de banda larga em escolas públicas. Texto segue para a Câmara dos Deputados e busca reduzir desigualdades educacionais.

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática do Senado deu um passo decisivo nesta quarta-feira, 24/06/2026, ao aprovar um projeto fundamental para o futuro da educação brasileira. A decisão visa garantir a instalação de internet banda larga em todas as escolas públicas do país. A iniciativa, que parte de um projeto original do senador Flávio Arns (PSB-PR) e foi relatado pela senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) com oito emendas, representa um avanço significativo na busca pela redução das desigualdades educacionais, conectando alunos e professores a um mundo de conhecimento e oportunidades. A medida tem o potencial de transformar a realidade de milhares de estudantes, oferecendo ferramentas essenciais para o aprendizado no século XXI. Se aprovada sem recursos, a proposta seguirá para análise na Câmara dos Deputados.

A proposta inova ao condicionar novas autorizações e prorrogações de serviços móveis de telecomunicações e de uso de radiofrequências à aceitação de compromissos firmes por parte das empresas. Estas deverão, então, comprometer-se com a instalação e manutenção de conexões de internet banda larga em escolas públicas brasileiras. Essa estratégia busca assegurar que o desenvolvimento tecnológico se traduza em benefícios concretos para a sociedade, especialmente para os mais jovens.

Entre as modificações apresentadas pela relatora Daniella Ribeiro, destacou-se a exclusão da garantia de benefício tributário que reduziria contribuições ao Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações). Segundo a senadora, os compromissos assumidos pelas empresas "pressupõem a utilização de recursos próprios da empresa, uma vez que eles são estabelecidos alternativamente ao pagamento total ou parcial do preço da autorização para prestação de serviços de telecomunicações". A decisão reforça a ideia de que a responsabilidade social deve vir atrelada à expansão dos negócios no setor.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) terá a responsabilidade de definir a conveniência da adoção desses compromissos de investimento, com base nas políticas públicas vigentes para o setor. Essa diretriz garante que as ações estejam alinhadas às necessidades estratégicas do país. As empresas, por sua vez, também deverão garantir a manutenção do acesso à internet nas áreas contempladas pelas outorgas, um passo crucial para a sustentabilidade da conectividade nas escolas de educação básica.

Durante a reunião da comissão, o parecer de Daniella Ribeiro foi lido pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), que atuou como relator substituto. A tramitação em caráter terminativo permite que o projeto siga diretamente para a Câmara dos Deputados, a menos que haja um recurso que demande votação em plenário. Vale ressaltar que a proposta já havia sido aprovada pela Comissão de Educação e Cultura em maio de 2023, demonstrando um avanço consistente em sua jornada legislativa.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário