AVANÇO NO TRATAMENTO

Comissão de Saúde da Câmara aprova inclusão de Mounjaro no SUS

Plenário da Câmara dos Deputados em sessão.
Projeto de Lei nº 2.725/2024 foi aprovado pela Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.

Projeto de Lei nº 2.725/2024, relatado pela deputada Carla Dickson, prevê acesso à tirzepatida pelo Sistema Único de Saúde. Decisão visa beneficiar milhões de brasileiros com diabetes e obesidade, mas requer aval técnico e financeiro.

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados tomou uma decisão crucial nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, ao aprovar o Projeto de Lei nº 2.725/2024. A iniciativa, relatada pela deputada federal Carla Dickson (PL-RN), visa incluir a tirzepatida, princípio ativo do medicamento Mounjaro, entre os tratamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com diabetes. O motivo central é ampliar o acesso a terapias modernas para uma parcela significativa da população. A importância reside no potencial de transformar a qualidade de vida de milhões de brasileiros que convivem com a doença e suas comorbidades.

O texto, de autoria do deputado Acácio Favacho, busca expandir o acesso a uma das terapias mais recentes para o controle do diabetes. Carla Dickson apresentou um substitutivo que ajusta a proposta para garantir que a incorporação do medicamento no SUS ocorra com base em critérios técnicos, científicos e de sustentabilidade financeira. O objetivo é assegurar que pacientes tenham acesso a tratamentos modernos sem comprometer a segurança e a viabilidade da rede pública, fortalecendo a assistência oferecida às pessoas que convivem com diabetes.

No Brasil, cerca de 18 milhões de pessoas convivem com diabetes tipo 2, condição frequentemente associada a fatores como obesidade, sobrepeso, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados. A tirzepatida representa um avanço terapêutico para pacientes que enfrentam dificuldades no controle glicêmico, especialmente aqueles que também lidam com excesso de peso e resistência à insulina. A decisão é um passo importante para garantir dignidade e melhores condições de saúde a esses indivíduos.

A aprovação na Comissão de Saúde reconhece o potencial do medicamento, mas reforça a necessidade de avaliações rigorosas quanto à eficácia, segurança e custo-benefício antes de sua eventual disponibilização pelo SUS. A matéria segue agora para outras etapas legislativas na Câmara dos Deputados antes de qualquer implementação.

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