SAÚDE PÚBLICA RETOMADA

Hospitais privados retomam cirurgias eletivas pelo SUS no RN

Secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta, falando à imprensa sobre retomada de atendimentos pelo SUS
Secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, durante entrevista sobre a retomada das cirurgias eletivas pelo SUS no Rio Grande do Norte

Acordo entre Secretaria e rede privada normaliza atendimento. Medida busca reduzir filas e garantir acesso a procedimentos essenciais aos pacientes.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) determinou o retorno das cirurgias eletivas realizadas por hospitais privados que prestam serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte. A decisão foi formalizada nesta terça-feira (11), após uma interrupção motivada por atrasos nos repasses financeiros do Governo do Estado aos prestadores de serviço.

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, confirmou que as tratativas resultaram em um consenso, permitindo que unidades como o Hospital Rio Grande, o Hospital Memorial e o Hospital do Coração voltassem a operar imediatamente. A retomada é fundamental para milhares de pacientes que dependem de cirurgias programadas para o tratamento de condições de saúde, cujo adiamento impacta diretamente a qualidade de vida e a dignidade dos cidadãos.

O Conselho Estadual de Saúde havia emitido alertas sobre os riscos da paralisação, destacando que a interrupção agravava a fila de espera e expunha a vulnerabilidade do sistema público diante de crises financeiras. A dependência do setor privado para suprir demandas de média e alta complexidade, segundo o órgão, exige estratégias de gestão mais robustas para evitar novos desabastecimentos.

Em defesa das ações da pasta, Alexandre Motta reforçou que a Sesap tem ampliado o volume de atendimentos nos últimos anos, elevando a média anual de cirurgias para até 95 mil procedimentos. O gestor justificou a redução pontual observada no início do ano como uma variação ligada às Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs), reafirmando que o Estado busca retomar as metas estabelecidas.

Sobre o financiamento do setor, o secretário admitiu o subfinanciamento crônico, embora sustente que o Estado cumpre o piso constitucional de 12% de aplicação em saúde. Segundo o titular da pasta, o modelo de gestão seguirá combinando a força de trabalho da rede pública com a contratação complementar de unidades privadas, priorizando sempre o interesse público e a celeridade no atendimento aos pacientes.

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