ONU APONTA ATAQUES
Comissão da ONU: Israel alvejou crianças deliberadamente em Gaza; Tel Aviv nega
Relatório de comitê de investigação da Organização das Nações Unidas afirma que cerca de 30% dos mortos na guerra em Gaza eram crianças e classifica práticas como genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. Israel rejeita as conclusões.
[ { "type": "paragraph", "props": {}, "innerHTML": "Um comitê de investigação contratado pela Organização das Nações Unidas (ONU) apontou nesta terça-feira (23/06/2026) que Israel alvejou crianças deliberadamente na Faixa de Gaza durante a guerra contra o grupo Hamas. O governo israelense negou a acusação em nota oficial, classificando-a como inaceitável." }, { "type": "paragraph", "props": {}, "innerHTML": "O Comitê de Inquérito sobre o Território Palestino Ocupado, formado por juristas e investigadores convocados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, divulgou um relatório detalhado sobre a operação israelense em Gaza. A guerra, iniciada após os ataques terroristas de 7 de Outubro, resultou na morte de cerca de 1.200 pessoas e no sequestro de 250 reféns em Israel." }, { "type": "paragraph", "props": {}, "innerHTML": "Segundo o documento, crianças palestinas foram deliberadamente alvejadas e mortas por tropas israelenses, mesmo após a entrada em vigor de um cessar-fogo em outubro de 2025. A comissão classifica tais ações em Gaza como genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra." }, { "type": "paragraph", "props": {}, "innerHTML": "O relatório destaca que aproximadamente 30% dos 73 mil mortos na guerra em Gaza eram crianças, totalizando pouco mais de 20 mil vítimas. Essa proporção é considerada superior a conflitos anteriores na região." }, { "type": "paragraph", "props": {}, "innerHTML": "A missão de Israel na ONU, em Genebra, rejeitou o relatório, chamando-o de 'farsa difamatória'. Em comunicado, Tel Aviv negou veementemente a acusação de que mira crianças deliberadamente e ressaltou que 'toda criança merece proteção', acusando o Hamas de utilizar táticas brutais." }, { "type": "image", "props": { "imageUrl": "https://s04.video.glbimg.com/x240/992055.jpg", "caption": "Um menino palestino deslocado olha através de um rasgo na parede de uma barraca, na Cidade de Gaza, na Faixa de Gaza, em 6 de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Mahmoud Issa" }, "innerHTML": "" }, { "type": "paragraph", "props": {}, "innerHTML": "Srinivasan Muralidhar, presidente da comissão, afirmou que 'as evidências mostram que crianças palestinas foram deliberadamente atingidas e mortas pelas forças de segurança israelenses'. Um relatório anterior da mesma comissão, de setembro de 2025, já havia apontado genocídio em Gaza e incitação a atos por autoridades israelenses de alto escalão, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu." }, { "type": "paragraph", "props": {}, "innerHTML": "O documento também aponta que as forças israelenses continuaram a usar munições de alto poder em áreas densamente povoadas, indicando, segundo a comissão, que os ataques que resultaram em mortes de crianças foram intencionais. A comissão sugere que as crianças foram atingidas coletivamente devido à associação da população civil com o Hamas e outros grupos armados." }, { "type": "paragraph", "props": {}, "innerHTML": "Em resposta, Israel reiterou que 'se esforça consistentemente para minimizar danos a crianças' e criticou o relatório por ignorar táticas do Hamas. A comissão também alertou que as condições impostas por Israel em Gaza, como bloqueio de ajuda, deslocamentos e fome, prejudicaram gravemente a saúde infantil e o desenvolvimento, além de afetarem hospitais e instalações reprodutivas." }, { "type": "paragraph", "props": {}, "innerHTML": "Israel rebateu, afirmando que o relatório ignora a facilitação de vacinas e a entrada de equipes médicas, e acusou o Hamas de desviar ajuda humanitária." }, { "type": "heading", "props": { "level": 3 }, "innerHTML": "Violações na Cisjordânia" }, { "type": "paragraph", "props": {}, "innerHTML": "Na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, a comissão da ONU registrou um aumento na violência de colonos israelenses contra crianças palestinas e documentou casos de tortura, violência sexual e de gênero durante prisões em massa. Meninos palestinos teriam sido submetidos a maus-tratos sistemáticos, incluindo desnudamento forçado e privação de alimentos." }, { "type": "paragraph", "props": {}, "innerHTML": "Essas práticas, segundo o relatório, configuram crimes contra a humanidade. Israel, por sua vez, afirmou que o documento ignora o contexto de 'ameaça terrorista constante' contra suas forças de segurança." } ]
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