JUSTIÇA REJEITA PERDÃO
Comissão da Câmara repudia decisão de juíza que perdoou mãe de Henry Borel
Colegiado da Câmara dos Deputados aprova moção de repúdio contra decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros. Lei permite recurso contra o veredito.
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados manifestou, nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, forte repúdio à decisão da juíza Elizabeth Machado Louro de conceder perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel. A resolução, formalizada por meio de moções, expressa a insatisfação do colegiado com a sentença que, embora tenha reconhecido a responsabilidade da acusada por tortura e omissão, desclassificou a acusação de homicídio doloso para culposo, resultando no perdão da pena. Esta decisão importa para a sociedade ao levantar questionamentos sobre a aplicação da justiça em casos de grande comoção pública e o impacto das consequências pessoais na sentença judicial.
As moções, protocoladas pelos deputados Sargento Fahur (PL-PR) e Coronel Assis (PL-MT), foram aprovadas de forma simbólica e conjunta. Por costume legislativo, moções são requerimentos que expressam uma manifestação formal da Casa sobre um tema específico. O perdão judicial concedido a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, afasta a aplicação de pena mesmo após o reconhecimento do crime, baseando-se na compreensão de que as consequências pessoais e sociais suportadas por ela nos últimos cinco anos superaram o objetivo da sanção penal.
O julgamento que apurou a morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021, foi concluído em 4 de junho. Enquanto Monique Medeiros recebia o perdão judicial, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão. Os jurados o consideraram culpado por homicídio duplamente qualificado e por um dos crimes de tortura atribuídos a ele. Leniel Borel, pai de Henry, já apresentou recurso contra a decisão de perdão judicial.
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