ACESSO À SAÚDE
Comissão da Câmara aprova isenção de ICMS para próteses de silicone após mastectomia
Projeto aprovado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher prevê isenção de ICMS na compra de próteses mamárias para mulheres que passaram por mastectomia, visando facilitar a reconstrução e o bem-estar emocional.
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados decidiu, em 23 de junho de 2026, pela aprovação do projeto de lei 4090 de 2024, que isenta a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na compra de próteses de silicone. A decisão visa garantir que mulheres submetidas à mastectomia, total ou parcial, por conta de câncer ou outras condições médicas, tenham maior acesso à reconstrução mamária, um passo crucial para a recuperação da dignidade e saúde emocional após o tratamento. A matéria agora segue para análise em caráter conclusivo por outras comissões da Casa.
A relatora da proposta, deputada Erika Hilton (Psol-SP), enfatizou que o câncer de mama impõe severas dificuldades físicas e psicológicas às pacientes. A redução no preço das próteses, proporcionada pela isenção fiscal, pode mitigar um dos obstáculos financeiros que tornam esse procedimento inacessível para muitas brasileiras. "A prótese mamária é essencial para a reconstrução da saúde emocional abalada pelo tratamento do câncer", declarou a parlamentar, ressaltando a importância do benefício para o restabelecimento integral da paciente.
O autor do projeto, deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), destacou que a iniciativa não apenas reduz o custo para as mulheres, mas também garante o acesso a um direito fundamental. A medida busca assegurar que a reconstrução mamária seja uma realidade para um número maior de pessoas, promovendo o bem-estar físico e psicológico.
Para garantir a efetividade da isenção, o governo federal será responsável por regulamentar a aplicação da lei, assegurando a correta fiscalização e coibindo possíveis abusos. Além disso, o projeto prevê a criação de um sistema de acompanhamento para priorizar o acesso ao benefício por mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica, assegurando equidade na aplicação da medida.
O trâmite da proposta não para por aqui. O texto será avaliado, em caráter conclusivo, pelas Comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que a isenção se torne lei, a matéria ainda precisa ser aprovada pelo Senado Federal, após sua aprovação final na Câmara dos Deputados.
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