ECONOMIA EM ALTA

Comércio: vendas avançam 0,5% em março e batem recorde, diz IBGE

Vendas do Comércio
Comércio em expansão, um reflexo da vitalidade econômica e da confiança do consumidor.

Dados de março mostram crescimento de 0,5%, impulsionando a economia e superando as expectativas de analistas.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, que as vendas do comércio varejista no Brasil registraram um crescimento de 0,5% em março. Apesar de uma ligeira desaceleração em relação a fevereiro, quando o avanço foi de 0,6%, esse resultado superou as expectativas do mercado e consolidou o setor em um novo patamar recorde na série histórica, refletindo a dinâmica do consumo e seu impacto direto na economia do país.

Este crescimento não é apenas um número, mas um termômetro da confiança dos consumidores e da vitalidade econômica. Ele sinaliza um mercado aquecido, que pode se traduzir em mais empregos, maior oferta de produtos e serviços, e um ambiente mais favorável para investimentos e expansão das empresas.

Em comparação com o mesmo período de 2025, especificamente fevereiro, o volume de vendas na série sem ajuste sazonal apresentou uma robusta alta de 4%. No acumulado dos últimos 12 meses, o ganho foi de 1,8%, enquanto no ano, o setor já soma 2,4% de expansão. Essas cifras reforçam a trajetória de recuperação e estabilidade do comércio.

A expectativa dos especialistas consultados pelo Poder360 era de estabilidade na base mensal e um crescimento de 3% na base anual. A superação dessas projeções evidencia a resiliência do setor varejista frente aos desafios econômicos.

A passagem de fevereiro para março de 2026 mostrou predominância de taxas positivas, com 5 das 8 atividades pesquisadas registrando avanço. Os destaques foram:

  • equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com expressiva alta de 5,7%;
  • combustíveis e lubrificantes, que subiram 2,9%;
  • outros artigos de uso pessoal e doméstico, também com elevação de 2,9%;
  • livros, jornais, revistas e papelaria, com 0,7%;
  • artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com um discreto aumento de 0,1%.

Por outro lado, algumas atividades enfrentaram desafios. Os setores de móveis e eletrodomésticos registraram queda de -0,9%, e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo recuaram -1,4%. Já o segmento de tecidos, vestuário e calçados manteve-se estável, com 0,0% de variação em relação a fevereiro.

COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO

O indicador de Comércio VAREJISTA AMPLIADO, que abrange veículos, motos, partes e peças, material de construção e o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, apresentou uma leve retração de 0,3% em março. Contudo, na comparação com março de 2025, este segmento mostrou um crescimento expressivo de 6,5%, indicando uma recuperação consistente em um horizonte mais amplo.

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