VIDA E JORNALISMO

Colunista luta contra pneumonia e mantém paixão por informar da UTI

Internado na Casa de Saúde São Lucas, em Natal, desde 23 de abril de 2026, ele reflete sobre a vida e a profissão.

Um renomado colunista confrontou a fragilidade da vida e a força da sua vocação jornalística ao ser internado urgentemente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Casa de Saúde São Lucas, em Natal. A hospitalização, que começou na quinta-feira, 23 de abril de 2026, veio após dificuldades respiratórias culminarem no diagnóstico de pneumonia, interrompendo sua rotina e impondo uma pausa inesperada que o levou a refletir sobre a existência e seu compromisso inabalável com os leitores. O autor já recebeu alta da UTI e escreve este relato recuperado.

No ambiente controlado da UTI, o jornalista destacou a excelência do serviço de assistência, mas não escondeu sua preocupação imediata: como manter a coluna diária publicada em jornais e na Internet, diante das limitações de uma internação que o afastava do mundo exterior.

Para o colunista, a UTI é um mestre severo, ensinando que a vida pode ser um sopro fugaz. Contudo, ele pondera que, por vezes, o sistema hospitalar reduz o indivíduo a um mero número em diagnóstico, uma inquietude que ressoa com sua profunda formação jornalística.

Desde o início de sua carreira em 1960, com a coluna “Um fato em foco” na Tribuna do Norte, ele aprendeu que um espaço em branco, sem explicação, fere a credibilidade do autor. Hoje, após mais de cinquenta anos, essa percepção se aprofunda: o jornalismo se revela um vício, uma compulsão que, na maturidade, se transforma em uma atividade ocupacional benéfica à saúde e ao espírito.

O impacto do atentado

Mesmo em plena recuperação de saúde na UTI, o colunista acompanhou com impacto, pela TV, a notícia do atentado ocorrido no último sábado, 25 de abril de 2026, contra o presidente Donald Trump, durante um jantar em Washington-DC. Um atirador invadiu um posto de segurança externo ao salão onde ocorria o baile anual da imprensa, sendo prontamente neutralizado por agentes do Serviço Secreto dos EUA.

A situação, embora controlada, reacendeu o tabuleiro diplomático. A versão corrente até a manhã da segunda-feira, 27 de abril de 2026, indicava que o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, comunicou ao premiê paquistanês, Shehbaz Sharif, a recusa de Teerã em aceitar “negociações impostas” sob ameaça ou bloqueio. Pezeshkian exige que os Estados Unidos removam “obstáculos operacionais”, como o cerco aos portos iranianos, antes de qualquer avanço na resolução do conflito.

Diálogos e reflexões

No isolamento da internação, surgem diálogos pitorescos. Uma enfermeira, ao observar seu esforço para transmitir o texto, defendeu seu “direito ao descanso”, desconhecendo que, para um jornalista, o ócio pode ser mais angustiante que o próprio ofício. Outra colega sugeriu-lhe escrever sobre a valorização salarial da categoria – um pleito justo para quem atua em setores tão críticos.

Um momento de alento e revigoramento moral para o colunista, enquanto se restabelecia de uma pneumonia, foi ouvir de um assistente um elogio ao legado póstumo de Ney Júnior como político atuante.

A busca pela paz e a “Armadilha de Tucídides”

Enquanto o tempo transcorre, a curiosidade do colunista aumenta para entender os movimentos que dificultam a paz mundial. Ele reconhece o risco de um Irã armado e o perigo nuclear, mas a história, ele pondera, nos alerta para caminhos mais diplomáticos. Analistas frequentemente mencionam que o diálogo entre Donald Trump e o Irã tenta, no limite, evitar a chamada “Armadilha de Tucídides” – aquele momento crítico em que uma potência estabelecida e uma força em desafio se veem empurradas para uma guerra que parece inevitável pela falta de concessões recíprocas.

A paz, nestas circunstâncias, exige a capacidade de renunciar e ceder, com o objetivo maior de preservar vidas humanas. Donald Trump, por sua vez, mantém o tom desafiador, afirmando que o incidente em Washington não o impedirá de lidar com a questão iraniana, declarando aos repórteres: “Se quiserem conversar, só precisam ligar”.

A espera

O colunista escreve este relato já fora da UTI, sentindo-se bem e expressando sua profunda gratidão à equipe – ao dr. Ricardo Fonseca, dr. Renan Santos, enfermeiros e técnicos – que mantém “olhos abertos” sobre os pacientes. Ele finaliza com um “Deus me proteja”.

Em nota de agradecimento, o autor não esquece de mencionar aqueles que o atenderam nas primeiras horas: Lucas, Washington e Douglas – este último, atento durante toda a madrugada – além dos fisioterapeutas Amaury, Braz e Marília, e dos técnicos Luísa, Amanda, Marina, Nélio e Romana.

Curtinhas

Filme

Abutre -Prime: Em busca de emprego formal, o jovem Louis Bloom (Jake Gyllenhaal) mergulha no frenético jornalismo criminal independente de Los Angeles, registrando crimes e acidentes chocantes para vender a história a veículos de comunicação.

Mortes

Cerca de 7.900 pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias ao redor do mundo em 2025.

Trump defende Melania

Donald Trump une-se a Melania e exige a demissão do apresentador Jimmy Kimmel após piada na TV. O presidente dos EUA criticou a emissora ABC e reforçou o ataque da primeira-dama ao humorista, acusado pelo casal de usar discurso ‘odioso’ e ‘divisivo’.

Luz Vermelha

Três pesquisas políticas indicam queda na aprovação pública à gestão Donald Trump sobre a economia, imigração e o conflito com o Irã, acendendo alertas para candidatos republicanos alinhados a Trump a seis meses das eleições de meio de mandato nos EUA.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário