SEGURANÇA ELEITORAL

Colômbia oferece recompensa milionária para evitar atentados nas eleições

Candidatos presidenciais colombianos em comícios protegidos por segurança em meio a eleições.
Candidatos presidenciais colombianos participaram de comícios sob forte esquema de segurança, com uso de vidro blindado e escudos balísticos.

O governo colombiano destinará entre R$ 300 mil e R$ 1,5 milhão por informações cruciais para prevenir ataques. Medida visa garantir a segurança de candidatos e eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais.

A segurança dos eleitores e candidatos nas eleições presidenciais da Colômbia ganhou um reforço financeiro significativo. Na sexta-feira, 19/06/2026, o governo colombiano anunciou a oferta de recompensas que variam de R$ 300 mil a R$ 1,5 milhão. O objetivo é incentivar o fornecimento de informações que possam prevenir atentados terroristas e ataques direcionados a candidatos, especialmente no próximo domingo, 21 de junho, data do segundo turno da votação.

O ministro da Defesa, Pedro Arnulfo Sanchez, informou a ativação de um Centro Integral de Inteligência Eleitoral, uma iniciativa crucial para a detecção e neutralização de ameaças. Noventa locais foram identificados como de monitoramento intensivo e contínuo para coibir atividades criminosas no dia decisivo.

A recompensa máxima, equivalente a 1 bilhão de pesos colombianos (aproximadamente R$ 1,5 milhão), será paga por dados que garantam a proteção de candidatos presidenciais. Para informações que levem à prevenção de atentados terroristas, o valor é de até 200 milhões de pesos colombianos (cerca de R$ 300 mil).

Em preparação para a votação, 408 mil militares e policiais estarão mobilizados em todo o território nacional. A força de segurança atuará tanto nas ruas, garantindo a ordem pública, quanto no monitoramento online, combatendo a desinformação e possíveis ameaças virtuais.

O segundo turno ocorre após uma campanha eleitoral tensa e marcada por incidentes de violência. Mais de 21 milhões de colombianos são esperados para escolher o próximo presidente, em um cenário que exigiu esquemas de segurança reforçados em comícios e eventos políticos.

A violência já impactou o processo eleitoral: o pré-candidato presidencial Miguel Uribe foi assassinado em Bogotá no ano anterior. A vice de Iván Cepeda, Aída Quilcué, sofreu um sequestro de algumas horas, e membros da equipe de Abelardo De la Espriella foram vítimas de ataques fatais. Esses eventos sublinham a importância das medidas preventivas e de inteligência.

A segurança foi uma pauta central durante a campanha. O candidato Abelardo De la Espriella, conhecido por sua postura firme contra grupos criminosos, realizou eventos de campanha atrás de vidro blindado. Seu oponente, Iván Cepeda, também participou de comícios protegido por escoltas com escudos balísticos dobráveis, refletindo o clima de insegurança que paira sobre a disputa.

As últimas projeções da pesquisa AtlasIntel indicam uma disputa acirrada. Abelardo De la Espriella aparece com 50,9% das intenções de voto, enquanto Iván Cepeda registra 43,1%. A decisão final cabe aos eleitores, mas a garantia de um ambiente seguro para o exercício da democracia é fundamental.

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