ELEIÇÃO NA COLÔMBIA

Colômbia escolhe novo presidente neste domingo em votação polarizada

Candidatos à presidência da Colômbia, Iván Cepeda e Abelardo de la Espriella, em campanha.
Iván Cepeda e Abelardo de la Espriella disputam o segundo turno das eleições presidenciais colombianas.

Disputa acirrada entre Iván Cepeda (esquerda) e Abelardo de la Espriella (direita) define os rumos do país, com segurança pública em foco.

A Colômbia decide neste domingo, 21 de junho de 2026, seu próximo presidente em um segundo turno eleitoral marcado pela polarização e por intensos debates sobre segurança pública. A decisão caberá aos eleitores colombianos, que escolherão entre Iván Cepeda, candidato de esquerda e sucessor político do atual presidente Gustavo Petro, e Abelardo de la Espriella, representante da direita. A escolha entre os dois candidatos impacta diretamente o futuro do país. A eleição de Iván Cepeda representaria a continuidade das políticas de Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, que encerrou seu mandato sem possibilidade de reeleição. Durante sua gestão, Petro implementou reformas trabalhistas e tributárias, mas enfrentou desafios significativos com a política de "paz total", que não logrou conter a expansão de grupos armados. Por outro lado, a vitória de Abelardo de la Espriella sinalizaria uma guinada à direita, alinhando a Colômbia com tendências observadas em outros países da América Latina, como Argentina e El Salvador. Espriella, que promete reduzir o tamanho do Estado e adotar uma postura mais rigorosa contra a violência, busca inspiração em figuras como Donald Trump. No primeiro turno, realizado em 19 de junho de 2026, Cepeda obteve 9.703.921 votos (40,98%), enquanto Espriella alcançou 10.366.143 votos (43,78%), em uma eleição com 57% de participação. **Segurança Pública em Foco** O cenário de segurança no país é um dos pontos centrais da disputa eleitoral. A Colômbia tem lidado com o avanço de grupos armados como o Exército de Libertação Nacional (ELN), dissidências das FARC e o Clã do Golfo. A política "Plano de Paz" de Petro, que visava acordos com guerrilhas e negociações com o crime organizado, não foi suficiente para deter a escalada da violência. Em 2025, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) registrou 322.688 deslocados internos e 965 pessoas feridas ou mortas por artefatos explosivos, a maioria civis. Apesar do cenário, véspera das eleições, na sexta-feira, 19 de junho de 2026, cerca de 100 integrantes da guerrilha dissidente "Coordinadora Nacional Ejército Bolivariano" entregaram suas armas, um passo simbólico no processo de paz. **Os Candidatos:** * **Abelardo de la Espriella:** Advogado de 47 anos, Espriella, filiado ao movimento Defensores da Pátria, ganhou notoriedade com propostas radicais de segurança, incluindo a construção de "megaprisões" e o fim da "paz total". Sem experiência política anterior, ele se apresenta como um "outsider". * **Iván Cepeda:** Senador pela Colômbia desde 2014, o político de 64 anos, do Pacto Histórico, defende a continuidade das políticas sociais de Petro, aprofundamento das negociações de paz e maior intervenção estatal na economia.

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