DECISÃO DE CORREGEDOR

CNJ afasta desembargadora Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain após declarações

Fachada e logo do CNJ, Conselho Nacional de Justiça.
O CNJ, Conselho Nacional de Justiça, decidiu pelo afastamento da desembargadora Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain.

Ministro Mauro Campbell Marques suspendeu a magistrada do TRT-17 por comportamento incompatível com o cargo. Medida foi anunciada em 11 de julho de 2026.

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) determinou o afastamento cautelar e imediato da desembargadora Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain, do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, na data de 11 de julho de 2026. A medida, assinada pelo ministro Mauro Campbell Marques, ocorre devido ao comportamento da magistrada durante uma sessão administrativa realizada no dia 8 de julho de 2026, quando a desembargadora proferiu declarações consideradas inadequadas contra juízes e representantes da advocacia.

A decisão atende à necessidade de resguardar a liturgia e a integridade da prestação jurisdicional. Ao questionar uma proposta de reestruturação administrativa que envolvia o remanejamento de servidores, a magistrada utilizou termos que, segundo o corregedor nacional, denotavam “tom jocoso, deboche e excessos verbais”. A postura adotada em plenário gerou indignação pública, especialmente após a repercussão de registros audiovisuais do incidente.

No despacho, o ministro Mauro Campbell Marques destacou que o afastamento é preventivo e visa evitar danos à imagem do sistema judiciário. Além de ser impedida de exercer suas funções, Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain teve o acesso às dependências do TRT-17 e aos sistemas internos bloqueado. A desembargadora mantém o direito ao recebimento de seus vencimentos enquanto aguarda a deliberação final do plenário do CNJ sobre o processo disciplinar.

A presidente da OAB-ES, Erica Neves, classificou a conduta da magistrada como incompatível com a ética exigida aos membros do Poder Judiciário. Em nota oficial, o TRT-17 lamentou o ocorrido, reforçando seu compromisso com o diálogo junto às instituições e à sociedade capixaba, e afirmou que segue colaborando com as autoridades competentes para a resolução definitiva da crise instaurada pelo episódio.

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