ISONOMIA TRIBUTÁRIA É CRUCIAL

Cinco frentes parlamentares assinam manifesto pela concorrência justa em Brasília

Membros de diferentes frentes parlamentares reunidos em Brasília assinando um documento.
Grupos suprapartidários do Congresso assinaram manifesto pela concorrência justa em Brasília.

Manifesto visa combater assimetrias concorrenciais e garantir regras equivalentes para empresas nacionais e estrangeiras. Decisão de 17/06/2026 impacta o desenvolvimento do país.

Cinco grupos suprapartidários do Congresso assinaram nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, em Brasília, o Manifesto a Favor do Setor Produtivo e da Concorrência Justa. A decisão, formalizada durante o Fórum Prospera Brasil: Equilíbrio Tributário para o País Crescer, tem como objetivo principal combater as assimetrias concorrenciais que afetam empresas instaladas no Brasil.

O manifesto defende que a isonomia tributária não se traduz em privilégios, mas sim na garantia de que todos os agentes econômicos operem sob as mesmas regras, contribuindo equitativamente para o desenvolvimento nacional. Segundo o documento, o Brasil enfrenta desafios históricos na competitividade, como alta carga tributária, custos logísticos elevados, complexidade regulatória e juros altos. A busca por um ambiente de negócios mais justo, com regras equivalentes para empresas nacionais e estrangeiras, é vista como um compromisso permanente do Estado brasileiro.

Os signatários, que incluem a Frente do Brasil Competitivo, a Frente Mista do Ambiente de Negócios, a Frente de Comércio e Serviços, a Frente Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria, e a Frente Mista para o Desenvolvimento da Indústria Têxtil e de Confecção, reconhecem avanços como o Programa Remessa Conforme para o monitoramento de remessas internacionais. Contudo, o manifesto aponta que o modelo atual ainda preserva uma assimetria significativa entre empresas brasileiras e plataformas estrangeiras de comércio eletrônico.

Edmundo Lima, diretor-executivo da ABVTEX, destacou no evento que a discussão vai além de uma simples taxa sobre importações, afetando diversos setores da economia. Fábio Bentes, economista-chefe da CNC, reforçou que a bandeira é a redução tributária e a isonomia, sem ser contra o comércio internacional. O debate surge após a medida provisória de 12 de maio de 2026, que zerou o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50, uma decisão que gerou críticas por ser considerada eleitoral e que está sob contestação jurídica com uma ação direta de inconstitucionalidade protocolada pela CNC no STF em 26 de maio.

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