CALOR EXTREMO NA EUROPA
Cientistas afirmam que mudanças climáticas intensificam onda de calor histórica na Europa
Temperaturas chegam a 18ºC acima da média. Estudo aponta que noites quentes são 100 vezes mais prováveis devido ao aquecimento global. Casos de mortes e alertas vermelhos se multiplicam.
Um grupo internacional de cientistas declarou, na quinta-feira, 26 de junho de 2026, que as mudanças climáticas são um fator crucial na intensificação da atual onda de calor que assola a Europa. A decisão de destacar este agravante técnico foi baseada em novas análises que correlacionam eventos climáticos extremos com o aquecimento global.
As temperaturas registradas na Europa ultrapassam em até 18ºC a média histórica para o período. A França já contabiliza 55 mortes associadas ao calor extremo, enquanto o Reino Unido e a Holanda permanecem sob alertas vermelhos. O degelo acelerado nos Alpes também elevou os riscos para a prática de escaladas.
Embora o verão europeu seja tradicionalmente quente, a onda de calor de 2026 se destaca pela sua intensidade e antecipação, com muitas regiões da Europa entrando em estado de emergência antes mesmo do final de junho. Em algumas cidades, a temperatura ainda atingia 31ºC quase às 19h, com previsão de ultrapassar os 40ºC no fim de semana. O calor intenso e persistente afeta a rotina das pessoas, compromete a saúde pública e exige medidas de emergência.
Um estudo recente, conduzido por pesquisadores britânicos, revelou que uma onda de calor com as características atuais seria 3,5ºC mais fria há 50 anos. Além disso, as noites excessivamente quentes, que hoje se tornaram 100 vezes mais prováveis, evidenciam a transformação do clima. Essa realidade alarmante é atribuída à combinação de um padrão de bloqueio atmosférico conhecido como 'ômega', que retém o ar quente sobre a região, e o aquecimento geral do planeta.
Cientistas enfatizam que a magnitude e a frequência desses eventos extremos não seriam possíveis sem o aquecimento global, causado em grande parte pela atividade humana. Eles alertam que este cenário de calor intenso já representa a nova normalidade climática, exigindo adaptação e ações urgentes para mitigar seus impactos na dignidade e segurança da população.
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