FOCO EM VIDAS

Chefe de missão brasileira foca em encontrar sobreviventes após terremotos na Venezuela

Terremotos na Venezuela deixam mais de 1.400 mortos
Terremotos na Venezuela deixam mais de 1.400 mortos

Equipe internacional de resgate intensifica buscas por pessoas sob escombros. Brasil envia hospital de campanha e equipes especializadas.

Equipes brasileiras atuam em conjunto com especialistas internacionais na Venezuela para encontrar sobreviventes dos terremotos que devastaram o país. A missão, composta por cerca de 130 agentes, concentra esforços na busca por pessoas vivas sob os escombros, priorizando as áreas com maiores indícios de vítimas.

A decisão de focar em resgates urgentes foi tomada pela coordenação da missão brasileira em conjunto com órgãos internacionais, visando maximizar as chances de salvar vidas nas primeiras 72 horas após o desastre, iniciadas em 24 de junho de 2026. Especialistas da Anatel utilizam tecnologia para localizar sinais de celulares sob os escombros, auxiliando a direcionar os trabalhos.

'A prioridade é encontrar pessoas com vida nos escombros. Sempre que há algum indício de sobreviventes, iniciamos um trabalho cuidadoso para acessar a área, estabilizar as estruturas e realizar o resgate com segurança', explicou Armin Braun, chefe da missão brasileira, em entrevista à GloboNews. Ele destacou que, embora as primeiras 72 horas sejam cruciais, casos de resgate após uma semana ou mais são possíveis, dependendo das condições de sobrevivência sob os escombros.

O Brasil também instalou um hospital de campanha para atendimento médico, uma vez que unidades de saúde locais foram afetadas. A operação, que conta com bombeiros e cães farejadores, segue as diretrizes estabelecidas em coordenação com o governo venezuelano, a Embaixada do Brasil e o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). A resposta ao desastre está planejada em etapas, incluindo atendimento às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução.

Na noite de 24 de junho de 2026, a Venezuela foi atingida por dois terremotos fortes, acompanhados por diversas réplicas, causando desabamentos de edifícios e casas em Caracas e outras cidades. O balanço oficial divulgado em 27 de junho de 2026 aponta 1.430 mortos, mais de 3.000 feridos e 3.100 desabrigados. Organismos internacionais, como a ONU e o USGS, preveem um aumento nesses números devido à magnitude dos abalos e à extensão dos danos. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que cerca de 6,8 milhões de pessoas foram afetadas, com aproximadamente 2 milhões na região de Caracas, e o OCHA calcula mais de 50 mil desaparecidos.

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