EMPRESÁRIOS DEVEM AGIR

Chairman da Esfera, João Camargo, pede engajamento financeiro de empresários em campanhas políticas

João Camargo, fundador e chairman da Esfera Brasil, falando em evento.
João Camargo, fundador e chairman da Esfera Brasil

João Camargo, fundador e chairman da Esfera Brasil, defende maior participação do setor privado na política institucional e sugere colaboração financeira em campanhas eleitorais como forma de impactar o futuro do país.

{"blocks":[{"key":"13a3j","type":"paragraph","data":{"text":"Em uma crítica contundente ao cenário político brasileiro, João Camargo, fundador e chairman da Esfera Brasil, conclamou empresários a se engajarem ativamente na vida pública. Em pronunciamento realizado nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, durante o 5º Fórum Esfera em Guarujá (SP), Camargo destacou a necessidade de o eleitorado priorizar propostas concretas em detrimento da polarização política, especialmente na disputa presidencial de 2026. O empresário alertou que a falta de foco em soluções efetivas pode perpetuar um ciclo de desempenho econômico insatisfatório."}},{"key":"9u2f1","type":"paragraph","data":{"text":""Se a gente não buscar, na hora de votar, quem for apresentar a melhor proposta, vamos ter mais 4 anos igual a esses últimos 8", declarou Camargo, referindo-se aos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Sob essa perspectiva, o chairman fez um apelo direto ao setor empresarial: "Adotem um deputado federal, adotem um senador, cobrem deles, participem mais ativamente da vida pública brasileira." Ele reforçou a sugestão, incentivando o apoio financeiro: "Se possível, colaborem financeiramente nas campanhas. Está dentro da lei e é um dever da gente", enfatizou."}},{"key":"a5b2c","type":"image","data":{"src":"https://static.poder360.com.br/2026/05/joao-camargo-esfera-848x477.jpg","alt":"João Camargo, fundador e chairman da Esfera Brasil","caption":"João Camargo, fundador e chairman da Esfera Brasil"}},{"key":"e7d8f","type":"paragraph","data":{"text":"Ao apresentar dados comparativos sobre a economia, Camargo pintou um quadro de estagnação e perda de relevância internacional para o Brasil. Ele ressaltou que a Bolsa brasileira, que em 2018 equivalia a 3,3% do valor da Bolsa dos Estados Unidos (US$ 1 trilhão), hoje representa apenas 1,5% (US$ 1,06 trilhão), enquanto o mercado americano expandiu de US$ 28 trilhões para US$ 70 trilhões. "Não é que a gente não cresceu, nós encolhemos", lamentou. "É vergonhoso mostrar que em 8 anos nós diminuímos 50% em relação aos Estados Unidos", pontuou. A crítica se estendeu à inovação, onde o Brasil figura na 52ª posição global, uma realidade que Camargo descreveu como ser "uma formiga no tapete" diante dos desafios mundiais."}},{"key":"f0a1b","type":"paragraph","data":{"text":"Em sua análise sobre o ambiente político, Camargo defendeu a adoção de políticas de Estado em detrimento de disputas de curto prazo. Ele expressou perplexidade com a criminalização de ex-presidentes: "Nunca vi um país que prende todos os ex-presidentes da República. Acho um crime penalizarmos todos os presidentes da República. O Brasil tem que ter orgulho de ter uma política de Estado", concluiu."}}]}

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