ALERTA SANITÁRIO GLOBAL

CDC dos EUA restringe entrada por Ebola na RD Congo

CDC dos EUA restringe entrada por Ebola na RD Congo

Cidadão americano é diagnosticado com vírus letal e autoridades federais agem para evitar propagação. Ordem temporária de 30 dias já está em vigor.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) anunciou nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, que um cidadão americano testou positivo para Ebola na República Democrática do Congo (RD Congo). Em resposta imediata, a agência federal emitiu uma ordem crucial que suspende a entrada de viajantes provenientes da RD Congo, Uganda e Sudão do Sul, visando conter a disseminação da doença e proteger a saúde pública dos Estados Unidos. Esta decisão urgente sublinha a ameaça global do vírus Ebola e o impacto direto nas vidas e na segurança sanitária de milhões.

O cidadão, que trabalha na região, manifestou sintomas no último fim de semana e recebeu a confirmação do diagnóstico na noite de domingo, 17 de maio de 2026, conforme detalhou o Capitão Satish K. Pillai, médico e gerente de incidentes da resposta do CDC ao Ebola, durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira. Para garantir tratamento especializado e adequado, o indivíduo será transferido para a Alemanha.

A ordem de saúde pública, em vigor por um período de 30 dias, tem como objetivo principal mitigar o risco de introdução e propagação do vírus Bundibugyo (Ebola) em território americano. O CDC enfatiza que o prolongado período de incubação do vírus, que pode chegar a 21 dias, permite que pessoas infectadas viajem internacionalmente sem apresentar sintomas visíveis, dificultando a detecção por métodos rotineiros de triagem.

As restrições de entrada não se aplicarão a cidadãos dos Estados Unidos, residentes permanentes legais, membros das Forças Armadas dos EUA, funcionários do governo em serviço no exterior, seus cônjuges e filhos.

Outras exceções incluem indivíduos cuja isenção for determinada por agentes alfandegários ou não-cidadãos que, embora sob a alçada da ordem, recebam aprovação para entrar pelo Departamento de Segurança Interna.

A medida foi emitida sob o amparo do Título 42, uma seção da lei de saúde pública dos EUA que confere às autoridades federais o poder de barrar a entrada de migrantes no país para prevenir a propagação de doenças contagiosas.

Além da suspensão de entrada, a agência intensificará o rastreamento e monitoramento de viajantes vindos de áreas afetadas pelo surto de Ebola na região. O CDC também se compromete a expandir a capacidade de rastreamento de contatos, os testes laboratoriais e a prontidão hospitalar em todo o país. Haverá coordenação ativa com companhias aéreas e autoridades portuárias para identificar e gerenciar passageiros com potencial exposição ao vírus.

A agência manterá sua mobilização de pessoal para apoiar os esforços de contenção dos surtos nas regiões internacionais afetadas, reforçando o compromisso global de combate à doença.

"Neste momento, o CDC avalia o risco imediato para o público em geral dos EUA como baixo", informou o Centro. A agência, contudo, assegura que continuará a monitorar a evolução da situação e poderá ajustar as medidas de saúde pública conforme novas informações forem disponibilizadas.

*Com informações da Reuters

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