RISCO DE EBOLA

CDC Africa identifica dez nações africanas em alto risco de surto de Ebola

Ilustração do vírus Ebola.
Representação visual do vírus Ebola.

Agência continental de saúde aponta fatores como proximidade de áreas afetadas e rotas comerciais. OMS eleva risco na República Democrática do Congo para "muito alto".

Dez países africanos foram classificados em alto risco de registrar surtos de Ebola, conforme avaliação divulgada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC Africa). A decisão, comunicada durante coletiva de imprensa por Jean Kaseya, presidente da entidade, considera a proximidade com áreas já afetadas e a existência de rotas comerciais e de viagem. A medida é crucial para orientar ações preventivas e de contenção em um cenário de emergência sanitária que impacta diretamente a dignidade e a segurança das populações africanas.

Os países em maior alerta são Sudão do Sul, Ruanda, Quênia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, Angola, Congo e Burundi. Segundo Kaseya, o monitoramento de casos suspeitos em fronteiras com vigilância menos rigorosa também contribui para a classificação. A análise pode ser revista caso a evolução dos surtos demande.

Representação gráfica sobre o risco de Ebola em países africanos.

Na sexta-feira, 23 de maio de 2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o risco associado ao surto de Ebola na República Democrática do Congo de "alto" para "muito alto", conforme anúncio do diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus. Essa reclassificação reflete a rápida disseminação da doença, que até então era considerada de risco alto nos níveis nacional e regional, e baixo globalmente. A decisão da OMS sublinha a gravidade da situação e a necessidade urgente de respostas coordenadas para proteger a saúde pública.

Os dados mais recentes da OMS indicam 82 casos confirmados e sete mortes na RDC, com um número significativamente maior de casos suspeitos – quase 750 – e 177 mortes em investigação. Paralelamente, o Ministério da Saúde de Uganda reportou, neste sábado, 23 de maio de 2026, três novos casos, evidenciando a persistência e a expansão da ameaça.

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