REDE DE PROTEÇÃO

Casa da Mulher Brasileira centraliza apoio e combate a violência

Fachada e ambiente de acolhimento da Casa da Mulher Brasileira em São Paulo.
Atendimento é realizado para todas as vítimas que precisarem • Prefeitura de São Paulo

Unidade em São Paulo reúne serviços essenciais sob o mesmo teto, reduzindo a trajetória de desgaste para vítimas que buscam romper o ciclo de abusos.

A rede de proteção a mulheres em situação de violência consolidou um modelo de atendimento integrado para otimizar o suporte às vítimas. A estrutura da Casa da Mulher Brasileira, localizada no Cambuci, em São Paulo, centraliza em um único endereço os serviços essenciais necessários para o acolhimento e a busca por justiça, operando 24 horas por dia.

O objetivo do equipamento é eliminar a chamada “rota crítica”, termo técnico que descreve o desgaste emocional e logístico enfrentado por mulheres ao percorrerem diversos órgãos públicos. A unidade aglutina a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), representantes do Ministério Público e da Defensoria Pública, além de um anexo do Tribunal de Justiça para medidas protetivas e um posto do IML (Instituto Médico Legal).

Para a promotora de Justiça Juliana Gentil Tocunduva, a unificação dos serviços é um avanço estratégico. “Antes, a mulher precisava ir a uma delegacia, depois procurar o Ministério Público, depois o IML, depois a Defensoria. Esse caminho acabava criando inúmeros obstáculos. Na casa ela encontra praticamente tudo em um único espaço”, explica.

Além da esfera jurídica e policial, o local prioriza a dignidade e a reconstrução da autonomia das vítimas. O espaço oferece assistência social, acolhimento psicossocial, alojamento de passagem e uma brinquedoteca, garantindo que mães possam ser atendidas enquanto seus filhos permanecem em ambiente seguro.

A segurança é reforçada pelo Programa Guardiã Maria da Penha, da GCM (Guarda Civil Metropolitana), que monitora o cumprimento de ordens judiciais. A Inspetoria de Defesa da Mulher, sob comando de Mary Roseane de Souza, utiliza tecnologias como o botão do pânico para pronta resposta em casos de descumprimento de medidas protetivas.

A unidade está situada na Rua Vieira Ravasco, 26, com atendimento gratuito e suporte a pessoas com deficiência, incluindo intérpretes de Libras. Informações adicionais podem ser obtidas via Ligue 180.

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