ENERGIA NO MERCADO

Casa Branca promete alívio: Óleo cairá após reabertura de Ormuz

Casa Branca promete alívio: Óleo cairá após reabertura de Ormuz

Consumidores enfrentam custos de US$ 4,52 por galão, mas expectativa é de queda em "um ou dois meses", antes das eleições.

A Casa Branca projeta um alívio iminente nos preços de energia. Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, garantiu, nesta domingo, 10 de maio de 2026, que a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz inundará o mercado com "muito petróleo". Essa expectativa visa acalmar consumidores e empresas, que atualmente enfrentam custos elevados devido à escalada da guerra no Oriente Médio, prometendo uma futura redução nas pressões econômicas.

Hassett, em declaração ao programa "Sunday Morning Futures" da Fox News, reconheceu que a população e o setor produtivo dos Estados Unidos experimentarão custos mais altos "no curto prazo" enquanto o conflito eleva os valores do petróleo e do gás. No entanto, ele reiterou a esperança de uma rápida recuperação: "Assim que o fluxo de petróleo começar, esperamos que os preços do petróleo caiam relativamente rápido, certamente antes das eleições [de meio de mandato]", sinalizou o diretor.

A garantia da passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo, permanece um ponto crucial nas negociações por um acordo de paz duradouro com o Irã, que ainda não foi concretizado. A interrupção da travessia tem sido a principal causa da disparada dos preços desde o início da guerra, no final de fevereiro.

O petróleo Brent, referência global, fechou a aproximadamente US$ 100 por barril na sexta-feira, 8 de maio de 2026, um salto significativo em comparação aos US$ 73,21 registrados um dia antes do conflito. Analistas do Goldman Sachs estimam que o Brent pode permanecer acima de US$ 90 por barril pelo menos até o final do ano, impactando diretamente o orçamento familiar e a operação de diversas indústrias.

Nos EUA, a interrupção do fornecimento já elevou o preço médio da gasolina para US$ 4,52 por galão, conforme dados da Associação Automobilística Americana. Tal aumento representa um golpe direto no poder de compra dos cidadãos e na confiança do consumidor, que, em meio a essa instabilidade, atingiu níveis recordes de baixa.

A administração do presidente Donald Trump tem consistentemente apresentado o conflito com o Irã como um "sacrifício de curto prazo para um ganho de longo prazo". Contudo, a efetiva queda nos preços do petróleo dependerá não apenas da reabertura de Ormuz, mas também da retomada da produção no Oriente Médio, um processo que pode levar várias semanas. Companhias petrolíferas alertam que ataques a instalações de energia e petróleo na região podem exigir anos para serem plenamente reparados, adicionando uma camada de incerteza ao cenário de recuperação.

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