ELEIÇÃO NA PAULISTA

Careca vence eleição suplementar para Prefeitura de Tuiuti (SP)

Alexandre Tadeu Gonçalves, conhecido como Careca, eleito prefeito de Tuiuti.
Alexandre Tadeu Gonçalves, o Careca, foi eleito prefeito de Tuiuti (SP).

Alexandre Tadeu Gonçalves (União), o Careca, obteve 35,84% dos votos válidos. A votação ocorreu no domingo (21) após anulação da eleição anterior.

Alexandre Tadeu Gonçalves, conhecido como Careca, foi eleito prefeito do município de Tuiuti (SP) no último domingo, 21 de junho de 2026, em uma eleição suplementar. A decisão, tomada pela Justiça Eleitoral após a anulação de pleito anterior, busca garantir a legitimidade democrática e a representatividade do povo de Tuiuti. A nova votação importa para a estabilidade administrativa e o exercício pleno da cidadania no município.

Com 35,84% dos votos válidos, o equivalente a 1.393 sufrágios, Careca assegurou a vitória na disputa pela prefeitura. Ele superou a candidata Milena Lima Reis (PSB) e o ex-prefeito Pedro Donizetti de Godoy (MDB). A diferença de votos para Milena foi de 135, enquanto para Godoy foi de 175, demonstrando uma disputa acirrada, mas com um vencedor claro.

Tuiuti, com aproximadamente 5.500 eleitores, mobilizou a população em três locais de votação. O resultado traz um novo capítulo à gestão municipal, impactando diretamente a vida dos cidadãos e o futuro das políticas públicas.

O prefeito eleito, então presidente da Câmara Municipal de Tuiuti, já exercia a administração municipal como prefeito interino desde 1º de janeiro de 2025. Sua ascensão à interinidade ocorreu porque o antecessor, ex-prefeito Amarildo Antonio de Lima (PSB), foi declarado inelegível ao concorrer nas eleições de 2024.

A inelegibilidade de Amarildo Antonio de Lima foi reconhecida em outubro de 2024 pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Ele havia recebido 46,83% dos votos válidos, mas sua candidatura foi indeferida devido a uma condenação em trânsito julgado por crime contra a administração pública. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou essa decisão de forma unânime, reforçando o compromisso com a probidade na gestão pública.

A pena de um ano de reclusão em regime aberto para o ex-prefeito foi declarada extinta em 29 de junho de 2017. Conforme a Lei da Ficha Limpa, a inelegibilidade perdura por oito anos após o cumprimento da pena, o que tornaria Amarildo apto a concorrer apenas após 2025. A aplicação rigorosa da lei visa proteger a dignidade do cargo e a confiança da população.

A eleição suplementar é um mecanismo previsto pela Justiça Eleitoral para garantir a continuidade democrática em casos de anulação de mais de 50% dos votos de um pleito. Isso ocorre quando o registro de um candidato eleito é indeferido ou sua candidatura é cassada. A nova votação, realizada em um prazo de 20 a 40 dias, assegura que o cargo seja ocupado por representante legítimo, enquanto o novo eleito não assume, o posto é preenchido interinamente.

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