ALERTA DE SAÚDE

Cânceres de sangue podem evoluir sem sintomas por anos, alerta Pedro Neffá

Renderização 3D de células sanguíneas e bactérias em uma artéria.
Renderização 3D de células sanguíneas e bactérias em uma artéria. Metrópoles

Especialistas explicam que diagnósticos precoces via hemograma permitem maior controle da doença, mesmo em quadros silenciosos.

O diagnóstico de cânceres de sangue pode ocorrer muito antes de o paciente apresentar qualquer sinal clínico, conforme alertaram especialistas nesta segunda-feira, 13/07/2026. A decisão de priorizar a investigação laboratorial em exames de rotina é fundamental, pois doenças de evolução lenta podem permanecer silenciosas por anos, impactando diretamente a estratégia terapêutica e a qualidade de vida dos pacientes.

O hematologista Pedro Neffá, da Oncologia D’Or, em São Paulo, ressalta que a ausência de sintomas não exclui a presença da patologia. O hemograma atua como a ferramenta de triagem principal, capaz de detectar alterações em glóbulos brancos, plaquetas e linfócitos que exigem acompanhamento especializado.

Sintomas e atenção médica

A hematologista Regiane Geralda Rosa de Sales, do Hospital Anchieta, em Brasília, lista sinais que, embora inespecíficos, requerem atenção médica quando persistentes:

  • Fadiga persistente;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Febre prolongada;
  • Suor noturno;
  • Infecções frequentes;
  • Sangramentos espontâneos;
  • Hematomas;
  • Aumento de linfonodos e sensação de crescimento do abdômen.

A médica enfatiza que tais sintomas podem estar relacionados a condições benignas, sendo indispensável a avaliação técnica para um diagnóstico diferencial preciso.

Estratégias de tratamento

A relevância do diagnóstico precoce varia conforme a agressividade do quadro. Adriana Seber, hematologista do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo, aponta que, em leucemias agudas, a identificação rápida é crucial para aumentar as chances de sucesso do tratamento antes da ocorrência de complicações graves.

Por outro lado, em casos crônicos, o protocolo pode envolver apenas o monitoramento periódico. A decisão de quando iniciar a intervenção terapêutica é tomada pelo médico, garantindo que o paciente receba o cuidado adequado no momento exato em que a doença exige ação clínica.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário