ALERTA CONTRA CÂNCER
Câncer de pulmão causa mais de 2,2 mil mortes no Rio Grande do Norte
Dados da SESAP apontam que a neoplasia foi a mais letal no estado entre 2020 e 2024, sendo o tabagismo o principal fator de risco para o surgimento da doença.
O câncer de pulmão consolidou-se como a neoplasia mais letal no Rio Grande do Norte entre 2020 e 2024, vitimando mais de 2,2 mil pessoas. O levantamento, consolidado no Boletim Epidemiológico do Câncer 2025 pela Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grando do Norte (SESAP), indica que a doença foi responsável por até 13% dos óbitos oncológicos no período. A relevância do tema ganha evidência no Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado nesta sexta-feira (29/08).
O impacto da enfermidade vai além dos números. A dor das famílias potiguares reflete um desafio de saúde pública diretamente associado ao tabagismo, que está presente em quase 90% dos casos. Para muitos pacientes, o diagnóstico tardio e a evolução agressiva da doença transformam a rotina em uma luta constante por qualidade de vida e tratamento especializado.
Conforme dados da Liga Contra o Câncer do Rio Grande do Norte, centenas de pacientes buscaram auxílio especializado na instituição nos últimos três anos, reforçando a urgência de políticas de prevenção. O cenário é agravado pelo crescimento do tabagismo entre jovens, conforme revelou uma pesquisa recente do A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus. O estudo apontou que brasileiros de 16 a 24 anos apresentam a maior taxa de tabagismo do país, com 19% de fumantes ativos, superando a média nacional de 17%.
O envelhecimento populacional também emerge como fator determinante no Rio Grande do Norte, visto que cerca de 72% dos óbitos concentram-se em pessoas com 60 anos ou mais. Especialistas alertam que sintomas como tosse persistente, falta de ar e dor no peito não devem ser negligenciados, sendo fundamental a busca por avaliação médica precoce para aumentar as chances de sucesso terapêutico.
Para o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a previsão é que a região Nordeste registre mais de 7.000 novos diagnósticos da doença ainda este ano, com 520 casos esperados apenas no Rio Grande do Norte. A interrupção do consumo de derivados do tabaco segue como a medida isolada mais eficaz para a redução desses indicadores, salvando vidas e preservando o bem-estar de toda a sociedade.
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