Empregados públicos

Câmara dos Deputados aprova novas regras para aposentadoria compulsória

Deputados votam projeto de lei sobre aposentadoria compulsória no Plenário da Câmara.
Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão de votação.

A medida busca flexibilizar a permanência em atividade para profissionais de setores estratégicos, mas artigos foram considerados inconstitucionais.

A Câmara dos Deputados aprovou uma proposta de lei que estabelece novas regras para a aposentadoria compulsória de empregados públicos, nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026. A decisão, que agora segue para o Senado, impacta diretamente a carreira de milhares de profissionais de empresas estatais, consórcios públicos e sociedades de economia mista, ao mesmo tempo em que levanta questões sobre a valorização da experiência e a aderência à Constituição Federal.

O projeto de lei detalha que a aposentadoria compulsória ocorrerá aos 70 ou 75 anos, como já previsto na Constituição Federal. Contudo, a iniciativa abre caminhos para que profissionais de setores cruciais – como ciência, tecnologia, inovação, saúde e educação – possam estender suas carreiras, reconhecendo o valor da experiência para o desenvolvimento do país.

Para estes profissionais, o texto previa a possibilidade de permanecerem ativos após os 75 anos, mediante comprovação de plena capacidade física e mental e justificativa de interesse público por parte da administração. Essa extensão de carreira seria concedida por prazo determinado, com renovação anual, assegurando que o conhecimento acumulado continue a servir à sociedade.

Um ponto crítico da proposta, porém, reside na controversa avaliação de inconstitucionalidade de seus artigos 1º e 3º. Tais dispositivos buscam justamente flexibilizar a permanência de empregados públicos na ativa após o limite compulsório e regulamentar as exceções para servidores federais. Essa divergência pode indicar um longo debate pela frente.

O deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR), autor da matéria, defende a iniciativa argumentando que a crescente expectativa de vida e os progressos da medicina permitem que especialistas experientes e altamente qualificados permaneçam produtivos e ativos em suas funções mesmo após os 75 anos de idade.

Para o parlamentar, a medida é fundamental para evitar a dispensa prematura de talentos e o desperdício de conhecimento em setores estratégicos, garantindo a continuidade de projetos vitais para o avanço do Brasil.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário