ESTRATÉGIA ELEITORAL

Caiado adia vice e mira fortalecimento político

Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD
Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD — Foto: Érico Andrade/g1

Ronaldo Caiado, pré-candidato pelo PSD, adia decisão sobre vice até julho, focando em plano de governo e presença em estados-chave. Ele também comentou a rejeição de Jorge Messias no STF e negou composições com Ciro Gomes.

Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD, decidiu adiar a definição de seu vice para a chapa das eleições de 2026 até a convenção de julho. A medida, anunciada nesta terça-feira, 05 de maio de 2026, durante agenda em Piracicaba (SP), visa intensificar a elaboração do plano de governo e expandir a presença em estados-chave, especialmente no interior de São Paulo e Minas Gerais. A postergação impacta diretamente o panorama eleitoral, moldando a estratégia do partido e a expectativa dos eleitores por propostas claras, e reflete a cautela do pré-candidato em construir uma aliança sólida e representativa.

Caiado explicou que a decisão será postergada até a convenção, prevista para meados de julho. "Neste momento, a preocupação é ampliarmos cada vez mais a nossa equipe de plano de governo e intensificarmos as visitas no interior de São Paulo, de Minas e de outros estados da federação", detalhou. O pré-candidato ressaltou que a escolha final dependerá de uma análise aprofundada das "realidades de cada região brasileira", buscando um vice que "encaixe na maior demanda regional ou agregue à campanha". Ele informou ainda que a condução desse processo está a cargo do presidente de seu partido, o PSD, reforçando a estratégia de união interna para a definição.

Caiado nega conversas com Ciro Gomes

Ronaldo Caiado também esclareceu não haver conversas para uma composição de chapa com Ciro Gomes. O pré-candidato detalhou que, embora mantenha um "excelente relacionamento" com Ciro – com quem foi colega e teve uma conversa anterior à sua saída do União Brasil, focada no apoio ao governo do Ceará –, "de maneira nenhuma conversamos sobre composição de vice. Isso nunca existiu", enfatizou. Ele reconheceu Ciro como um "nome que aparece em qualquer pesquisa, com percentual alto, um candidato consistente e preparado", mas reforçou a inexistência de negociações para a vice-presidência.

Supremo Tribunal Federal

Ao ser indagado sobre a controvérsia do ativismo judicial no Brasil e a recente rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrida em 29 de abril de 2026, Caiado optou por uma postura cautelosa. Apesar de evitar um confronto direto, o pré-candidato defendeu que a Corte deve "resolver suas próprias crises internas" e agir com "responsabilidade" para "evitar instabilidade institucional". Essa visão sublinha a importância da autonomia e da autorregulação dos poderes para a estabilidade democrática, uma preocupação crescente na sociedade.

Caiado analisou a situação, afirmando que "essa situação tem vários desdobramentos" e "não foi surpresa, já havia um cenário previamente desenhado". Ele clamou por governança responsável, salientando que "o Congresso, o Senado e o STF precisam ter coragem de enfrentar problemas internos quando há escândalos". Para Caiado, "o Supremo deve tratar isso internamente", e seus "11 membros" precisam "agir para evitar uma crise maior", pois "toda crise prejudica a governabilidade", uma mensagem clara sobre a urgência de preservar a harmonia entre os poderes.

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