ALERTA DEMOCRÁTICO

Caiado acusa Moraes de ultrapassar limites institucionais

Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, critica decisão do STF
Ronaldo Caiado

Ex-governador critica suspensão de Lei da Dosimetria e fala em "ataque à democracia".

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu neste sábado, 9 de maio de 2026, a aplicação da Lei da Dosimetria em processos relacionados aos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão, que responde a pedidos de condenados e a ações de inconstitucionalidade, gerou a imediata e contundente crítica do ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), que a classificou como um "ultrapassar dos limites institucionais", reacendendo o debate sobre o equilíbrio entre os Poderes e o impacto na estabilidade democrática do Brasil.

Em nota oficial divulgada nesta domingo, 10 de maio de 2026, Caiado declarou que a ação de Moraes "ultrapassa os limites da relação institucional", configurando, em sua visão, "um ataque à democracia e à separação dos Poderes". O político goiano reforçou que a iniciativa judicial que "passa por cima dos representantes eleitos pelo povo no Congresso" acentua a radicalização política e favorece a polarização.

"Esse ativismo judicial só faz aflorar e aprofundar a radicalização na política e favorece a polarização dos extremos", pontuou Caiado, sublinhando a preocupação com o futuro do país. Ele argumentou que a insistência no "debate sem fim sobre o 8 de Janeiro" desvia o foco de pautas essenciais para a sociedade, como segurança pública, educação e saúde, e "é condenar o Brasil a não ter futuro".

Caiado enfatizou a urgência de um "ponto final" no embate entre o STF e o Legislativo, descrevendo o cenário atual como "inaceitável numa democracia que queremos madura". A suspensão temporária da Lei da Dosimetria foi determinada por Moraes após solicitações de indivíduos já condenados pelos atos de 8 de janeiro, que se baseavam na Lei 15.402 de 2026, promulgada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A decisão do ministro não é definitiva: ela mantém a eficácia da norma suspensa até que o plenário do STF realize o julgamento das ações de inconstitucionalidade. Até as 14h30 deste sábado, Moraes já havia negado a revisão de pena em pelo menos 10 execuções penais, mantendo as sentenças anteriormente estabelecidas.

As contestações judiciais contra a Lei da Dosimetria foram apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação Psol-Rede. As entidades alegam que a legislação concede um tratamento privilegiado a crimes contra o Estado Democrático de Direito e apontam inconsistências no processo de derrubada do veto presidencial no Congresso Nacional.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário