FINANÇAS EM FOCO

Cadu Xavier Defende Gestão e Salários em Dia no Rio Grande do Norte

Cadu Xavier, ex-secretário da Fazenda, defendendo a política fiscal do Rio Grande do Norte.
Cadu Xavier nega colapso fiscal e exalta salários em dia no Rio Grande do Norte | Notícias do Rio Grande do Norte Cadú Xavier CF ALRN (44)

Ex-secretário da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier nega colapso fiscal e projeta recuperação das contas públicas do Rio Grande do Norte.

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo PT, Carlos Eduardo Xavier, conhecido como Cadu, refutou veementemente a ideia de um colapso fiscal no Estado. Em entrevista à TV Tropical, nesta sexta-feira, 08 de maio de 2026, Cadu defendeu a gestão da governadora Fátima Bezerra, destacando o pagamento em dia dos salários dos servidores como a principal marca de uma trajetória de recuperação das contas públicas. Essa afirmação alivia a incerteza de milhares de famílias potiguares e contrasta com períodos anteriores de atrasos, injetando uma perspectiva de dignidade e segurança financeira no debate público.

Ex-secretário estadual da Fazenda e auditor fiscal, Cadu relembrou que o Governo Fátima assumiu o Estado em 2019 com um alto comprometimento da receita com despesas de pessoal, atingindo 64%. Ele indicou uma queda para 53% em 2022, mas reconheceu um novo aumento, chegando a 56%, devido a mudanças nacionais que impactaram a arrecadação de ICMS sobre combustíveis e telecomunicações, fontes cruciais de receita estadual.

Apesar da melhora, Cadu admitiu que o índice atual de 56% ainda ultrapassa o limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O Tesouro Nacional, por sua vez, informou que, em 2025, o Rio Grande do Norte superou o limite legal de despesa com pessoal, com um comprometimento acima de 55% da Receita Corrente Líquida ajustada, frente a um teto de 49% para o Poder Executivo. No entanto, Cadu Xavier contextualiza o dado, argumentando que a situação herdada em 2019 era ainda mais grave.

Na entrevista, Cadu também reiterou o orgulho da gestão pela relação com os servidores públicos. Ele descreveu a situação atual como uma “outra era”, caracterizada pelo pagamento regular dos salários e pela valorização das categorias. “O servidor público do Rio Grande do Norte hoje recebe o seu salário em dia e teve o seu salário valorizado durante esse período do governo da professora Fátima”, declarou, comparando com tempos passados de atrasos salariais.

O pré-candidato assegurou que, em áreas essenciais como educação, saúde e segurança, os profissionais registraram ganho real, com reajustes superando a inflação. Ele enfatizou que, como servidor, viveu períodos de salários atrasados em governos anteriores, o que reforça a relevância do atual modelo de gestão fiscal.

Apesar da defesa, Cadu reconheceu pendências. Questionado sobre os atrasos nos repasses de empréstimos consignados, ele classificou o tema como o principal problema fiscal da administração. Mesmo não estando mais no governo, ele afirmou que a gestão estadual tem o compromisso de resolver a situação até o fim deste ano.

A dívida dos consignados foi confirmada pelo próprio governo em reunião na Assembleia Legislativa. Na ocasião, ainda como secretário da Fazenda, Cadu informou à Comissão de Finanças e Fiscalização que o montante pendente com instituições financeiras era de R$ 363,3 milhões, referente ao período de maio de 2023 a março de 2026. Ele justificou o problema pela frustração de receitas em 2025, calculada em R$ 474,5 milhões, e destacou que a prioridade governamental foi o pagamento de salários e obrigações constitucionais.

Cadu também abordou os repasses para a saúde e os municípios, afirmando que, nos sete anos do Governo Fátima, o Estado cumpriu o percentual constitucional de 12% de aplicação em saúde. Para o pré-candidato, o próximo desafio é ampliar esse percentual para 15% ou 16%, fortalecendo a rede pública de assistência e prevenção em todo o Rio Grande do Norte. Os repasses aos municípios, segundo ele, estão sendo regularizados, sem acúmulo de transferências.

Ao delinear as prioridades para um eventual governo, Cadu citou a regionalização da saúde, o fortalecimento dos hospitais regionais, o enfrentamento às facções criminosas, o investimento em tecnologia na segurança pública e a ampliação dos avanços na educação. Ele mencionou a reforma de mais de 100 escolas, a implantação de 10 Institutos Estaduais de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte (Ierns) e a triplicação de alunos no ensino integral durante a gestão Fátima. O próximo passo, defendeu, é expandir esse modelo e fortalecer a parceria com os municípios na educação infantil e básica.

Na esfera econômica, Cadu indicou o desenvolvimento do Estado como sua principal plataforma. Defendeu a política tributária atual, afirmando que o Rio Grande do Norte conseguiu reter empresas que antes migravam para outros estados do Nordeste. As metas incluem a ampliação do Proedi, novos investimentos em infraestrutura e a melhoria das condições para geração de emprego e renda.

Finalmente, o pré-candidato destacou obras rodoviárias, informando que o governo está renovando mais de 60% das estradas estaduais, e citou a duplicação da BR-304 como fruto de uma parceria estratégica entre a governadora Fátima Bezerra e o presidente Lula.

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