TRAGÉDIA NA VENEZUELA

Buscas por sobreviventes de terremotos na Venezuela perdem fôlego após 12/07/2026

Cenário de destruição urbana após terremotos em La Guaira, Venezuela
Vista aérea da destruição nos bairros de Caraballeda e Caribe, na cidade litorânea de La Guaira, Venezuela

Equipes de resgate não encontram sobreviventes há mais de uma semana, enquanto o número de vítimas fatais sobe para 4.333 segundo balanço oficial.

As operações de resgate na Venezuela enfrentam um cenário de extrema gravidade, com a estagnação do número de sobreviventes encontrados sob os escombros há mais de uma semana. Em 12/07/2026, as autoridades locais confirmaram que o saldo de vidas salvas permanece inalterado desde 2 de julho, um reflexo do tempo transcorrido após os sismos que devastaram o país.

Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, consolidou os dados mais recentes neste sábado, 11 de julho de 2026. Até o momento, 4.333 pessoas perderam a vida, enquanto o número de resgatados com vida permanece estagnado em 6.462. O último sobrevivente foi localizado em 2 de julho, quando Hernán Alberto Gil Flores foi retirado dos escombros em La Guaira após oito dias de soterramento.

O impacto humanitário da tragédia é evidenciado pela ausência de um balanço oficial do governo de Delcy Rodríguez sobre o número de desaparecidos. Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) e de registros independentes indicam que mais de 29 mil pessoas continuam com paradeiro desconhecido. A destruição física atinge níveis críticos: 856 edifícios foram danificados e 190 instalações colapsaram totalmente, gerando prejuízos estimados em US$ 37 bilhões.

Armin Braun, chefe da missão do Brasil que atuou na região pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) da Defesa Civil, descreveu a complexidade das operações. Segundo o especialista, a robustez das construções em Caraballeda e La Guaira impediu o avanço rápido das equipes. Em 90 intervenções, o contingente brasileiro resgatou 23 corpos e enfrentou riscos severos de novos desabamentos para acessar áreas soterradas.

Apesar da baixa probabilidade de encontrar novos sobreviventes devido ao tempo decorrido, a esperança persiste sob condições específicas de acesso a insumos básicos. Até o momento, 16.740 feridos foram atendidos e 17.907 pessoas permanecem desalojadas em todo o território afetado.

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