ALEGAÇÕES E BENEFÍCIOS
Brasileira alvo de sanções dos EUA recebeu auxílio emergencial
Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, sancionada por suposto elo com o PCC, recebeu R$ 5 mil em auxílio emergencial entre 2020 e 2021. Bens dela e de empresas ligadas ao PCC foram bloqueados.
Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, cidadã brasileira alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos por seu suposto envolvimento com o PCC, recebeu pagamentos do auxílio emergencial em um período de 2020 e 2021, coincidindo com o ápice da pandemia de Coronavírus. A decisão de impor sanções aos envolvidos foi tomada nesta quarta-feira, 01/07/2026, pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, com o objetivo de desarticular redes financeiras ilícitas.
De acordo com informações disponíveis no Portal da Transparência, Stella, de 34 anos, acumulou um total superior a R$ 5 mil em 10 parcelas do benefício concedido pelo governo federal. Os valores distribuídos variavam entre R$ 600, R$ 300 e R$ 150, refletindo as diferentes fases e ajustes do programa de auxílio emergencial.
As autoridades norte-americanas descrevem Stella como uma parente de Victor Henrique de Oliveira Shimada, um empresário que possui sociedade em uma empresa sob investigação por seu envolvimento em um escândalo financeiro relacionado ao Corinthians. No organograma das atividades ilícitas, a brasileira é identificada como uma figura central, atuando como "secretária" e intermediária na captação de vultosas somas de dinheiro.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos detalha que Stella "fornece serviços logísticos essenciais" para a sustentação da rede de lavagem de dinheiro, evidenciando a importância de sua atuação para a operação do grupo.
As sanções anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 01/07/2026, atingiram não apenas Stella e Victor Henrique, mas também três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa. A justificativa apresentada aponta para supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A medida impacta diretamente a vida dos sancionados, que terão todos os seus bens e ativos em território norte-americano bloqueados.
Adicionalmente, cidadãos e empresas dos Estados Unidos ficam impedidos de estabelecer qualquer tipo de relação comercial com os indivíduos e entidades sancionadas. A abrangência das penalidades se estende a instituições financeiras estrangeiras, que podem ser submetidas a sanções secundárias caso prossigam com transações financeiras envolvendo os alvos da decisão.
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