RANKING DE COMPETITIVIDADE

Brasil recua sete posições e figura entre os últimos em Ranking Mundial de Competitividade

Hugo Tadeu, especialista da Fundação Dom Cabral, fala sobre o Ranking Mundial de Competitividade.
Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral, analisou os fatores da queda do Brasil em competitividade.

País perde posições no IMD World Competitiveness 2026. Especialista da Fundação Dom Cabral aponta altos custos de negócios e entraves na educação como principais gargalos.

{"blocks":[{"key":"12345","text":"O Brasil despencou sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026, divulgado nesta quinta-feira, 18/06/2026. Elaborado pelo IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral, o estudo agora posiciona o país na 65ª colocação, entre 70 economias avaliadas.","type":"paragraph"},{"key":"67890","text":"Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, IA e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral, analisou os fatores que explicam essa queda acentuada. "O custo de se fazer negócios no Brasil é cada vez mais alto e isso tem dificultado não só as indústrias, bem como também aquelas empresas nascentes", afirmou. Este é um dos indicadores que mais chamam atenção no relatório.","type":"paragraph"},{"key":"abcde","text":"Outro ponto crítico levantado pelo especialista é a formação bruta de capital fixo. Dificuldades em investir para crescer se tornam um fator limitante para indústrias que buscam expansão. Soma-se a isso o endividamento corporativo crescente, sinalizando que empresas recorrem cada vez mais a dívidas para sustentar agendas de crescimento.","type":"paragraph"},{"key":"fghij","text":"Apesar dos resultados negativos, Tadeu defende uma leitura propositiva do relatório. "A leitura do relatório não deve ser feita com uma perspectiva de 'terra arrasada', mas sim de forma propositiva, identificando o que o Brasil precisa fazer para avançar na agenda de competitividade", destacou.","type":"paragraph"},{"key":"klmno","text":"Os indicadores educacionais também impactaram negativamente a avaliação. Hugo Tadeu ressaltou que, em análise da educação primária, secundária, ensino superior e educação executiva, "o Brasil está lá no último quartil". Ele defende que a educação seja tratada como agenda relevante, com investimentos do setor privado e do governo, especialmente em um cenário global focado em inovação, tecnologia e inteligência artificial.","type":"paragraph"},{"key":"pqrst","text":"Sobre se a queda reflete uma piora do Brasil ou um avanço de outros países, Tadeu aponta que ambos os fatores contribuem. "Os países que figuram nas primeiras colocações têm feito um desempenho cada vez melhor", disse, citando investimento público e privado, inovação, tecnologia e formação de mão de obra. Enquanto isso, o Brasil "começou a andar um pouquinho de lado nesses pilares".","type":"paragraph"},{"key":"uvwxy","text":"Singapura foi mencionada como exemplo positivo de resiliência para novos negócios, bom marco regulatório e forte aposta em tecnologia e inteligência artificial. Contudo, o especialista também destacou as vantagens comparativas do Brasil, especialmente em energia verde e soluções ESG. O relatório da Fundação Dom Cabral sugere que, combinando boas práticas internacionais com o histórico de criação de indústrias relevantes, como o setor aeronáutico, o país tem potencial para reverter sua posição nos rankings globais.","type":"paragraph"}]}

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