REESTRUTURAÇÃO DO SETOR

Brasil BioFuels solicita à Aneel transferência da UTE Água Branca para Tecnogera

Instalações de energia termelétrica sob o processo de transferência para a Tecnogera.
Estrutura da UTE Água Branca, no Pará, está sob análise para transferência de controle.

A BBF busca transferir a outorga da usina no Pará para a Tecnogera, visando mitigar impactos financeiros do processo de Recuperação Judicial.

A BBF (Brasil BioFuels) formalizou junto à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) um pedido de transferência de outorga da usina termelétrica (UTE) Água Branca, localizada em Itaituba (PA), para a Tecnogera Locação e Transformação de Energia. A decisão, protocolada em 13/07/2026, é um passo estratégico no plano de reestruturação da companhia, que atravessa um processo de Recuperação Judicial desde julho de 2025.

O movimento visa garantir a continuidade do fornecimento de energia para a localidade atendida, enquanto a empresa busca alienar ativos para sanear suas finanças. Segundo a BBF, a operação é essencial diante da inviabilidade econômica da usina sob o atual modelo. A unidade foi planejada para operar de forma integrada com outras nove termelétricas, mas, após a revogação de outras outorgas pela Agência Nacional de Energia Elétrica, a planta de Água Branca ficou isolada, perdendo a escala necessária para diluir custos logísticos e operacionais.

A companhia aponta que a situação foi severamente agravada por entraves fundiários e morosidade do Poder Judiciário no Pará, o que comprometeu a viabilidade operacional do projeto. A unidade, com 1,2 MW de potência instalada, enfrenta custos elevados por estar situada a 57 quilômetros da BR-163, em área de difícil acesso.

Para assumir o empreendimento, a BBF aponta que a Tecnogera possui capacidade técnica e histórico de operação em sistemas isolados, incluindo ativos anteriormente operados pela BBF em Rondônia para a Energisa. Contudo, a efetiva viabilidade do negócio dependerá da análise da Aneel quanto a uma possível readequação do CCESI (Contrato de Comercialização de Energia Elétrica nos Sistemas Isolados), uma vez que a empresa alega que a tarifa atual não cobre os custos operacionais da planta de forma isolada.

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