GOVERNO FEDERAL BUSCA PROJEÇÃO
Brasil amplia meta de produção de minerais críticos para 12% até 2050
Plano Nacional de Mineração 2050, lançado pelo Ministério de Minas e Energia, mira aumento na participação global. Objetivos incluem crescimento do PIB mineral e redução da dependência de fertilizantes.
O governo federal definiu a ambição de elevar a participação do Brasil na produção mundial de minerais críticos de 8,3% para 12,2% até 2050. A decisão, anunciada nesta quinta-feira, 02/07/2026, integra o Plano Nacional de Mineração (PNM) 2050, apresentado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em reunião do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM). O objetivo é consolidar o país como protagonista na cadeia global de suprimentos desses materiais essenciais para a economia moderna.
Atingir essa meta significa mais do que apenas números. Implica em gerar riqueza, empregos e autonomia para o Brasil em setores estratégicos. A exploração responsável de nossos vastos recursos naturais, como as terras-raras, onde detemos quase 25% das reservas globais mas respondemos por menos de 1% da produção, é fundamental para garantir a dignidade e o progresso de milhões de brasileiros. Este plano busca conectar o potencial geológico do país com sua capacidade produtiva efetiva.
O Plano Nacional de Mineração 2050, com 230 páginas, é fruto de articulação entre 18 ministérios e estabelece diretrizes para os próximos 25 anos. Embora não detalhe metas individuais para cada mineral crítico no documento principal, considera uma média para o cenário desejado. O MME informou que a lista de minerais críticos será atualizada, possivelmente impulsionada por um projeto de lei já aprovado na Câmara, o que pode levar a uma revisão da meta para cima, caso o ambiente de negócios melhore.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, apresentou as visões para o setor, que incluem um crescimento da participação do setor mineral no PIB de 3,3% para 4,8%. Outros objetivos ambiciosos envolvem aumentar os investimentos em pesquisa de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,7 bilhões anuais, reduzir a dependência externa de fertilizantes de 87,3% para 34,9%, gerar 800 mil novos postos de trabalho e atingir 2,8 milhões de empregos diretos no setor.
A iniciativa também visa transformar a indústria nacional, elevando a participação da indústria de transformação no PIB do setor de 51,5% para 65%. Além disso, busca otimizar processos, reduzindo o tempo de análise de processos na Agência Nacional de Mineração (ANM) de 1.563 para 780 dias. A aprovação do plano e a publicação de portarias subsequentes em até 180 dias detalharão metas e ações específicas, com revisões periódicas a cada cinco anos para o PNM e a cada quatro anos para o Plano de Metas e Ações.
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