DENÚNCIA POLÍTICA
Boulos acusa família Bolsonaro de lavagem de dinheiro
Ministro do Psol questiona compra de 51 imóveis em dinheiro vivo e aponta transações suspeitas desde 2018.
{"time":1714441200,"blocks":[{"id":"intro_paragraph","type":"paragraph","data":{"text":"O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), acendeu um novo debate público nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, ao insinuar, em um vídeo, uma possível ligação da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com esquemas de lavagem de dinheiro. A grave acusação surge do questionamento sobre a origem e a forma de pagamento de 51 imóveis adquiridos em dinheiro vivo por familiares do ex-chefe do Executivo. Essa insinuação, ainda sem provas apresentadas, lança uma sombra sobre a conduta financeira de figuras políticas proeminentes, reacendendo discussões sobre ética pública e transparência nas transações imobiliárias de agentes políticos."}},{"id":"boulos_quote","type":"paragraph","data":{"text":"“Operação com dinheiro vivo é constantemente associada à lavagem de dinheiro, a dinheiro ilícito. Se o cara vai roubar ou fazer um esquema, ele normalmente não vai fazer na conta bancária. Quando alguém compra um imóvel em dinheiro vivo, a tendência disso ser um dinheiro sujo e que a compra do imóvel é a lavagem do dinheiro é meio óbvia”, declarou Boulos."}},{"id":"image_boulos","type":"image","data":{"id":"some_image_id_1","url":"https://static.poder360.com.br/2025/12/Ministro-Guilherme-Boulos-1080-848x477.jpg","caption":"Ministro Guilherme Boulos levanta questões sobre transações financeiras","alt":"Ministro Guilherme Boulos (Psol)"}},{"id":"origin_reports","type":"paragraph","data":{"text":"O ministro faz referência a transações imobiliárias reveladas em 2022 por reportagens investigativas dos jornalistas Juliana Dal Piva e Thiago Lana, publicadas no portal UOL. Contudo, a pedido do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os textos foram retirados do ar em setembro do mesmo ano, levantando discussões sobre liberdade de imprensa e o direito à informação."}},{"id":"bolsonaro_reaction","type":"paragraph","data":{"text":"À época, em setembro de 2022, o então presidente Jair Bolsonaro classificou as reportagens como “covardia”. Ele questionou duramente: “Esperavam o que do grupo Folha/UOL a não ser mentira, calúnia?”"}},{"id":"subfaturamento_example","type":"paragraph","data":{"text":"Em seu vídeo, Boulos também destacou a aquisição de imóveis com valores subfaturados, citando como exemplo uma casa no condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro. Segundo ele, o ex-presidente Bolsonaro adquiriu o imóvel, avaliado em R$ 1 milhão, por apenas R$ 409 mil, o que sugere uma discrepância significativa no preço declarado."}},{"id":"watch_video_header","type":"header","data":{"text":"Assista:","level":3}},{"id":"tweet_embed","type":"embed","data":{"service":"twitter","source":"pic.twitter.com/FV6zH1siDM","caption":"Postagem do Poder360 com o vídeo de Guilherme Boulos","embed":"
📷#vídeo Boulos insinua ligação da família Bolsonaro à lavagem de dinheiro
— Poder360 (@Poder360) April 28, 2026
"}},{"id":"coaf_cofeci","type":"paragraph","data":{"text":"As transações da família Bolsonaro já haviam levantado alertas em 2018. Naquele ano, critérios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda responsável por identificar operações financeiras atípicas, e do Cofeci (Conselho Federal dos Corretores de Imóveis), apontaram possíveis irregularidades na compra da casa onde Bolsonaro residia no Rio de Janeiro."}},{"id":"cofeci_indicios","type":"paragraph","data":{"text":"O Cofeci, à época, foi enfático ao afirmar a existência de “sérios indícios” de lavagem de dinheiro na operação, destacando o “aparente aumento ou diminuição injustificada do valor do imóvel” e a divergência entre o “valor em contrato” e a “base de cálculo do ITBI”, imposto municipal sobre a transmissão de bens imóveis."}},{"id":"flavio_copacabana","type":"paragraph","data":{"text":"Boulos também mencionou as transações imobiliárias de Flávio Bolsonaro, especificamente a aquisição de 17 apartamentos e 2 kitnets em Copacabana. Segundo o ministro, o senador teria efetuado os pagamentos com R$ 320 mil em cheque e R$ 638 mil em dinheiro em espécie, somas que alimentam as suspeitas."}},{"id":"sostenes_cavalcante","type":"paragraph","data":{"text":"Em continuidade às suas alegações de lavagem de dinheiro, Boulos trouxe à tona o caso dos R$ 430 mil apreendidos na residência do líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante. O político justificou a origem do valor, afirmando que era fruto da venda de um imóvel, mas o incidente persiste como ponto de interrogação."}},{"id":"subtitle_attacks_flavio","type":"header","data":{"text":"Ataques a Flávio Bolsonaro","level":2}},{"id":"pt_strategy","type":"paragraph","data":{"text":"A estratégia de comunicação do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT) tem se intensificado com críticas diretas a Flávio Bolsonaro. Somente em abril de 2026, o partido destinou pelo menos R$ 146 mil para o impulsionamento de vídeos desfavoráveis ao pré-candidato, demonstrando uma investida robusta na narrativa política."}},{"id":"values_header","type":"header","data":{"text":"Eis os valores:","level":3}},{"id":"image_pt_gastos","type":"image","data":{"id":"some_image_id_2","url":"https://static.poder360.com.br/2026/04/pt-gasta-146-critica-flavio-redes-23-abr-2026-scaled.png","caption":"Gastos do PT com críticas a Flávio Bolsonaro nas redes sociais em abril de 2026","alt":"Gráfico de gastos do PT em impulsionamento de vídeos críticos a Flávio Bolsonaro"}},{"id":"pt_assessment","type":"paragraph","data":{"text":"Internamente, o PT reconhece uma falha estratégica por não ter iniciado antes uma campanha mais incisiva contra o legado da administração anterior. Éden Valadares, secretário de comunicação do partido, afirmou ao Poder360 que a sigla pretende “apresentar quem é” o adversário ao eleitorado, moldando a percepção pública sobre o senador."}},{"id":"lula_tone","type":"paragraph","data":{"text":"Nesse cenário de embates, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem elevado o tom em suas declarações. Em 23 de abril de 2026, embora sem citar Flávio diretamente, ele enfatizou a necessidade de “desmascarar os mentirosos” no país, em uma clara alusão aos discursos e ações dos oponentes políticos."}}]}
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