FRONTEIRA SALVA

Bombeiros do AC e Bolívia lutam por 10h contra grande incêndio em Cobija

Bombeiros do Acre ajudam a combater incêndio em loja de pneu na Bolívia
Bombeiros do Acre ajudam a combater incêndio em loja de pneu na Bolívia

Chamas atingiram loja de pneus e depósitos em Cobija; ação mobilizou 50 profissionais. Caminhões-pipa reforçaram abastecimento de água no combate.

Uma operação conjunta entre bombeiros do Acre e da Bolívia conteve um incêndio de grandes proporções em Cobija, cidade boliviana na fronteira, após mais de dez horas de intenso combate que se estendeu do domingo, 03 de maio de 2026, até a madrugada da segunda-feira, 04 de maio de 2026. A ação, que mobilizou 50 profissionais e diversos veículos, foi crucial para evitar uma tragédia maior, dada a proximidade do fogo a um posto de combustível e depósitos de materiais inflamáveis, mas relatos de moradores apontam para uma demora inicial no atendimento especializado, gerando apreensão na comunidade.

Bombeiros do Acre e da Bolívia dedicaram-se ao combate do incêndio que atingiu uma loja de pneus de Cobija, Bolívia, neste domingo, 03 de maio de 2026. A magnitude do fogo exigiu um esforço contínuo de mais de dez horas de trabalho, com equipes de ambos os países atuando incansavelmente para controlar as chamas.

O sinistro teve início em um estabelecimento de venda de pneus e rapidamente se alastrou, consumindo dois depósitos anexos e uma loja vizinha. A área é considerada de alto risco, pois concentra grande quantidade de materiais inflamáveis e se localiza perigosamente perto de um posto de combustível, o que amplificava a ameaça de um desastre ainda maior.

Nesta segunda-feira, 04 de maio de 2026, o tenente Érico Jonas, comandante do 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Epitaciolândia, concedeu entrevista à Rede Amazônica Acre, detalhando a estratégia empregada. Ele explicou que a prioridade inicial foi proteger as estruturas comerciais adjacentes e impedir a progressão do fogo. “Montamos nossas equipes para fazer o resfriamento das edificações próximas e impedir a propagação do fogo, já que havia grande quantidade de material inflamável”, confirmou o comandante.

Uma varredura minuciosa foi realizada logo na chegada das equipes para assegurar que não havia vítimas no local, felizmente descartando essa possibilidade. No total, quatro edificações foram severamente afetadas: duas lojas e dois depósitos.

Para dar conta da demanda colossal, a operação mobilizou um arsenal de equipamentos: três caminhões de combate a incêndio e uma ambulância vieram do lado brasileiro, complementados por três viaturas da Bolívia. O abastecimento de água, um recurso vital em incêndios dessa proporção, foi crucialmente reforçado com o apoio de quatro caminhões-pipa, essenciais para o alto consumo durante o longo combate às quatro estruturas em chamas.

Ao todo, 25 bombeiros brasileiros e outros 25 bolivianos trabalharam em conjunto na linha de frente. A força-tarefa contou ainda com o apoio valioso de policiais bolivianos, que foram fundamentais para isolar a área e garantir o suporte logístico necessário à operação.

Contudo, relatos de moradores locais trouxeram à tona uma preocupação: a aparente demora na chegada das equipes especializadas. De acordo com testemunhas, os primeiros esforços para conter as chamas teriam sido realizados por policiais e populares antes da atuação efetiva dos bombeiros, gerando um período de tensão e incerteza antes da chegada do socorro especializado.

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