ENERGIA CARA

Bloqueio de Trump dispara petróleo ao maior nível desde 2022

Bloqueio de Trump dispara petróleo ao maior nível desde 2022

Decisão do presidente americano sobre o Irã causa a maior interrupção na oferta da história, com gasolina a US$ 4,23.

A escalada das tensões geopolíticas impulsionou os preços globais do petróleo para níveis inéditos desde 2022, com o presidente americano, Donald Trump, confirmando nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, seu desejo de manter o bloqueio naval aos portos iranianos. A decisão, gestada em reuniões com seus principais assessores, visa prolongar uma estratégia que já causou a maior interrupção no fornecimento de energia da história, desencadeando um aumento significativo nos custos da gasolina e impactando diretamente o poder de compra de milhões de pessoas.

O petróleo Brent, referência global, disparou mais de 12% nas primeiras horas desta quinta-feira, 30 de abril de 2026, com picos de US$ 126 por barril. Paralelamente, o petróleo WTI, crucial para os Estados Unidos, registrou um avanço superior a 3%, superando a marca dos US$ 110 o barril.

Este incremento alarmante nas cotações reflete-se diretamente no cotidiano. Nos Estados Unidos, o preço médio nacional da gasolina alcançou seu ponto mais alto em quatro anos, fixando-se em cerca de US$ 4,23, conforme dados da AAA. Esse cenário é uma consequência da disparada dos custos da energia, impulsionada pela guerra entre EUA e Irã, que já fez os preços subirem mais de 27%. Cada centavo a mais no posto de gasolina pesa no orçamento familiar, dificultando desde o transporte diário até a logística de produtos essenciais.

Nos últimos dias, a falha nas negociações diretas entre EUA e Irã acentuou a volatilidade do mercado. Esse impasse manteve o Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o escoamento de petróleo e gás globalmente, praticamente intransitável, ampliando a preocupação com o abastecimento.

Fontes próximas às discussões revelam que, em recente reunião com seus principais assessores, o presidente Trump não apenas manifestou seu desejo pela manutenção do bloqueio naval aos portos iranianos, mas também instruiu sua equipe a iniciar os preparativos para uma prorrogação. Essa medida inclui a previsão de um fechamento de longo prazo do estratégico Estreito de Ormuz, sinalizando uma postura firme e prolongada no conflito.

Desde o recrudescimento do conflito, no final de fevereiro, o trânsito diário pelo Estreito de Ormuz foi drasticamente reduzido, aproximando-se de zero. Essa situação calamitosa foi classificada pela Agência Internacional de Energia como 'a maior interrupção no fornecimento da história', um alerta grave para a segurança energética mundial e a estabilidade econômica global.

Com a iminente expiração do contrato de Brent para junho, prevista para o final do pregão desta quinta-feira, 30 de abril de 2026, o foco das negociações já se deslocou para os contratos futuros de julho. Este último, agora o mais transacionado, já havia superado os US$ 113 por barril na noite de quarta-feira, 29 de abril de 2026, refletindo a antecipação do mercado sobre as futuras condições de oferta.

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