JUSTIÇA ORDENA EXUMAÇÃO

Banco Master: Daniel Vorcaro planejou flagrante de drogas contra ex da namorada

Retrato de Daniel Vorcaro.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi o articulador do plano.

Documentos da Polícia Federal, divulgados nesta terça-feira (16), revelam plano para incriminar o ex-marido de Martha Graeff.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, articulou um plano para forjar um flagrante de drogas contra o ex-jogador da NBA e DJ Ronald Fred Seikaly, ex-marido de sua então namorada, Martha Graeff. A revelação veio a público nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, por meio de documentos da Polícia Federal (PF) que foram disponibilizados por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal).

Os documentos revelam ainda que Vorcaro desembolsou quase R$ 500 mil em viagens do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para destinos internacionais como Nova York, Paris e Courchevel. Este relatório foi fundamental para as decisões tomadas por Mendonça no inquérito que investiga as operações do Banco Master.

Daniel Vorcaro em reunião

Segundo o relatório da PF, o empresário mobilizou Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, e outros indivíduos associados ao grupo "A Turma" para executar a ação.

Em mensagens interceptadas pela corporação, Vorcaro indicou que destinaria R$ 10 milhões para a operação. Ele sugeriu a contratação de um profissional para vigiar o DJ, que reside em Miami, e simular um incidente com entorpecentes. O objetivo era criar um flagrante forjado que levasse à prisão ou a algum tipo de constrangimento para Seikaly.

Vorcaro também solicitou ao grupo que buscasse a colaboração de um suposto "amigo da Interpol" para auxiliar na ação contra o DJ. As investigações apontam que a motivação por trás do plano seria uma desavença entre Seikaly e o filho do banqueiro. A identidade da pessoa mencionada pela Interpol ainda não foi esclarecida pela Polícia Federal.

Martha Graeff, ex-namorada de Daniel Vorcaro, atua como modelo e influenciadora digital.

Diálogos analisados pela PF detalham diversas estratégias cogitadas para atingir o DJ. Uma delas envolvia atraí-lo ao Brasil, especificamente para uma apresentação musical no Rio de Janeiro ou em Belo Horizonte. O relatório sugere que, em território nacional, Vorcaro acreditava ser possível submeter Seikaly à pressão exercida pelo grupo "A Turma" e por agentes ligados a setores da milícia e da polícia.

Contudo, o plano original não se concretizou. As investigações indicam que a estratégia que avançou de forma mais palpável consistiu na elaboração de um documento forjado, destinado à Interpol, com a finalidade de intimidar Ronald Fred Seikaly.

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